Filme 127 Horas

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Se você gosta de filmes emocionantes e tirar o fôlego vai gostar   de 127 horas.Ele é baseado no livro de mesmo nome do escritor Aron Ralston que passou na pele a história contada no filme e na obra.
O longa tem direção de Danny Boyle, o mesmo que dirigiu Quem Quer Ser Um Milionário?


Sinopse

Um alpinista (James Franco) resolve escalar sozinho um Canyon de Utah, infelizmente ele sofre um acidente grave e fica preso entre as rochas. A única saída para que sobreviva é amputar a parte inferior do seu braço direito. Imagine passar 127 horas de puro sofrimento.

Filme Cisne Negro

 Filme Cisne Negro

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Black Swan (Cisne Negro) é um filme de suspense / drama psicológico estadunidense dirigido por Darren Aronofsky e estrelado por Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey e Winona Ryder. Sua estréia antecipada ocorreu em 1 de setembro de 2010, na abertura do 67º Festival de Cinema de Veneza. Sua estréia oficial nos Estados Unidos aconteceu no dia 3 de dezembro de 2010. No Brasil, o filme deverá estrear no dia 2 de fevereiro de 2011, e em Portugal, no dia 24 de fevereiro de 2011.

Sinopse

Nina Sayers (Natalie Portman) é bailarina de uma companhia novaiorquina de balé. Sua vida, como a de todos nessa profissão, é inteiramente consumida pela dança. Ela mora com a mãe, Erica (Barbara Hershey), bailarina aposentada que incentiva a ambição profissional da filha. O diretor artístico da companhia, Thomas Leroy (Vincent Cassel), decide substituir a bailarina principal, Beth MacIntyre (Winona Ryder), na apresentação de abertura da temporada, O Lago dos Cisnes, e Nina é sua primeira escolha. Mas surge uma concorrente: a nova bailarina, Lily (Mila Kunis), que deixa Thomas impressionado.
O Lago dos Cisnes requer uma bailarina capaz de interpretar tanto o Cisne Branco com inocência e graça, quanto o Cisne Negro, que representa malícia e sensualidade. Nina se encaixa perfeitamente no papel do Cisne Branco, porém Lily é a própria personificação do Cisne Negro. As duas desenvolvem uma amizade conflituosa, repleta de rivalidade, e Nina começa a entrar em contato com seu lado mais sombrio, mexendo com seu psicológico.


Filme Inverno da Alma

Inverno da Alma é o novo título em português de Winter’s Bone







California Filmes informa que o novo título em português do filme Winter’s Bone é Inverno da Alma. Com previsão de estreia para o dia 28 de janeiro de 2011, Inverno da Alma acaba de ganhar o prestigiado prêmio do cinema Independente Gotham Awards, o mesmo que o vencedor do Oscar de 2010, Guerra ao Terror, ganhou em 2009. Após receber o Prêmio do Júri no Festival de Sundance, Inverno da Alma passou a ser considerado o filme Indie do ano com fortes especulações para uma indicação no Oscar 2011 de Melhor Atriz para a revelação Jennifer Lawrence.
Inverno da Alma conta a história de Ree Dolly, uma garota de 17 anos de idade que embarca em uma missão para encontrar seu pai depois que ele usa a casa de sua família como forma de garantir sua liberdade condicional e desaparece sem deixar vestígios. Confrontada com a possibilidade de perder a casa onde mora com seus irmãos pequenos e precisar voltar para a floresta de Ozark, Ree desafia os códigos e a lei do silêncio arriscando sua vida para salvar sua família. Ela desafia as mentiras, fugas e ameaças oferecidas por seus parentes e dessa forma começa a juntar a verdade sobre seu pai.
Inverno da Alma é dirigido por Debra Granik, roteirizado por Debra Granik e Anne Rosellini, no elenco Jennifer Lawrence, John Hawkes, Dale Dickey, Lauren Sweetser e Tate Taylor. O filme ainda foi editado pelo brasileiro Affonso Gonçalves e tem previsão de estreia no Brasil em 28 de janeiro de 2011.

Filme O Discurso do Rei

"O Discurso do Rei" quer aproveitar Oscar e mudar censura nos EUA

Produtor planeja editar versão "para menores" do filme e lucrar nas bilheterias



Colin Firth como o monarca britânico George 6º

Campeão de indicações do Oscar, em que concorre em 12 categorias, "O Discurso do Rei" quer aproveitar os holofotes da festa mais importante do cinema mundial e faturar alto nas bilheterias norte-americanas. Em entrevista ao Los Angeles Times, o veterano Harvey Weinstein, produtor executivo e responsável pela distribuição do filme, disse que pretende reeditar o longa-metragem estrelado por Colin Firth e, assim, atingir um público maior.
Segundo ele, a ideia vem sendo discutida com o diretor Tom Hooper para alterar a censura "R", em que menores de 17 anos só podem entrar no cinema acompanhados pelos pais ou responsáveis, por "PG13" (recomendado para maiores de 13 anos) ou, melhor ainda, "PG" (não recomendável para crianças).
Os cortes permitiriam, a princípio, um aumento substancial nas bilheterias, a exemplo do que vem acontecendo na Inglaterra, onde "O Discurso do Rei" lidera há três finais de semana consecutivos. Além do próprio apelo local, ao contar a história do rei gago George 6º, lá o filme tem censura 12 anos.
"Os números britânicos são enormes porque a censura permite que famílias inteiras assistam ao filme juntas", disse Weinstein ao jornal. "Tom e eu estamos tentando encontrar um modo único de fazer isso e manter a visão dele do filme."
A nova versão só deve ficar pronta depois da entrega do Oscar, marcada para 27 de fevereiro. De qualquer forma, os distribuidores vão aumentar o total de salas em que "O Discurso do Rei" está sendo exibido de 1.680 para 3 mil, número nada usal para uma produção de baixo orçamento.
Toda esse correria nos bastidores é justificada, de acordo com estatísticas apuradas pela companhia norte-americana IBISWorld. Conforme a empresa, nos últimos cinco anos todos indicados a melhor filme nao Oscar – sem contar arrasa-quarteirões como "Avatar" – lucraram em média nas bilheterias 254% de seu orçamento. É o caso, por exemplo, de "Preciosa" e "Distrito 9", que, apesar de afastados dos grandes estúdios, encontraram sucesso comercial após o reconhecimento da Academia de Hollywood no ano passado.
Assista ao trailer de "O Discurso do Rei":

A mulher italiana é refém da imagem frívola que seus líderes transmitem

A mulher italiana é refém da imagem frívola que seus líderes transmitem

El País
Lucia Magi
"Sua filha é a nova namorada de Berlusconi?", pergunta o repórter a um senhor de meia-idade, ansioso por encontrar a misteriosa parceira que "Il Cavaliere" declarou ter, como prova de que não se deita com prostitutas menores de idade.
"Oxalá fosse", respondeu o homem. Uma garota de 20 e poucos anos e um homem de 74. Não é exatamente o que um pai sonharia para sua filha. Mas na Itália às vezes os desejos naturais - de que uma filha estude, encontre um bom trabalho, cresça saudável, se apaixone, seja feliz... - são distorcidos de forma perversa.
A investigação da promotoria milanesa contra Berlusconi por delitos de prostituição de menores agravada e abuso de poder sobre um funcionário deixou a descoberto o estereótipo feminino italiano: mulheres esbeltas, com curvas bem posicionadas, bolsas Louis Vuitton grandes como malas, óculos de sol que cobrem meio rosto. "Pensam que sucesso é isso. E o pensam porque é o que viram e ouviram, é o que propõem o exemplo do poder, sua televisão e seus líderes", comenta Concita de Gregorio, diretora do jornal esquerdista L'Unità.
Com o telelixo da Mediaset, com as piadas machistas utilizadas como declarações públicas e instrumento de consenso eleitoral, com um comportamento privado salpicado de escândalos, Silvio Berlusconi está por trás de uma difamação e frivolização da imagem da mulher que a transformou em seu refém. E nos últimos tempos conseguiu agitar o movimento de pessoas que dizem "Já basta!" Um viveiro de coletivos e associações femininas se plantou e iniciou um resgate cotidiano, longe das câmeras, que situa novamente o debate sobre a identidade de gênero no centro da atualidade.
"Talvez de forma menor, mas também em outros países, a publicidade transforma a mulher em produto. O problema é que na Itália a própria política é marketing. Não existe outro modelo, nem exterior nem de valores", considera Michela Marzano, professora de ética na Universidade René Descartes em Paris, autora de "Sii bella e stai zitta" (Seja bonita e cale-se). "A estética se moralizou: você constrói sua identidade e sua posição social sobre seu físico, pode vencer só se for atraente, se for um corpo mudo, complacente, que se amolda a supostas fantasias masculinas." E a política funciona como a televisão.
Neste "casting" contínuo não valem muito a preparação, as habilidades, as horas de estudo, as bolsas, os saltos mortais para conseguir pegar as crianças, fazer as compras e entregar o relatório no trabalho. "As mulheres são escolhidas e premiadas não conforme o mérito, mas a outros fatores que pouco têm a ver com profissionalismo, empenho, inteligência", indigna-se Giulia Bongiorno, advogada, mãe, presidente da Comissão de Justiça no Congresso, em uma carta ao jornal "La Repubblica". É algo que salienta Sofia Ventura, analista da "Fare Futuro" (revista da web próxima ao direitista Gianfranco Fini), quando em 2009 lançou seu "j'accuse" à política e a seu vício de escolher dançarinas de televisão para cargos importantes: "O uso instrumental do corpo feminino denota um escasso respeito pelos que conquistaram um espaço com suas capacidades e trabalho", escreveu.
"As novas gerações foram envenenadas pelo que chegava da televisão. Enquanto isso, com o mesmo esquema estético-moral se fazia política", afirma Lorella Zanardo, autora do documentário "El cuerpo de las mujeres" [O corpo das mulheres], transmitido por canais espanhóis, 20 minutos de corpos seminus, a mulher como mero objeto de desejo. "Se impôs um ideal homologado. Alguém se considera bonita se for igual às outras, se for de plástico. A cirurgia garante o acesso ao êxito", comenta Tommaso Ariemme, professor de estética em Perugia e Lecce e autor do ensaio "Contra a falsa beleza".
Sepultada sob a mulher de plástico, que exibe sua boca inchada como se esgrime o diploma de um mestrado ou certificado de conhecimento de um idioma estrangeiro, a italiana de carne e osso tem dificuldade para marcar suas pautas. Dificuldade para que a política atenda a suas necessidades e para que na cultura coletiva se aprenda a tratá-la com justiça.
Na Itália, uma em cada duas mulheres não trabalha fora de casa e tem menos filhos que no resto da Europa (1,3 contra 1,51 em média), porque é preciso esperar anos para que o emprego seja estável, e quando chega o primeiro bebê uma em cada três tem de abandonar seu trabalho. Não há creches, por isso é melhor que o homem, que ganha mais, continue trabalhando.
O Eurobarômetro 2008 e outros indicadores dão mais argumentos sobre a prevalência nesse país de estereótipos machistas. Os italianos, indica a pesquisa europeia, se sentiriam menos à vontade com uma primeira-ministra. E segundo o World Values Survey 80% da população pensam que o filho sofre se a mãe trabalha enquanto o pequeno não vai ao colégio. Mas há outro dado significativo. Na Itália, vanguarda mundial das lutas feministas nos anos 1970, os jornais, os telejornais e os cidadãos continuam falando de "motivo passional" nos crimes de violência machista.
"São problemas institucionais e culturais: estamos há 20 anos sem políticas sérias de conciliação e igualdade e as pessoas não aceitam a efetiva emancipação, no lar e no emprego", diz Daniela Delboca, economista da Universidade de Turim, que assessorou governos de centro-esquerda.
Os dados retratam a italiana em uma situação laboral e familiar que parece um quadro antigo. "O índice de ocupação feminina é de 46% (segundo o instituto nacional de estatísticas Instat), diz Paola Profeta, catedrática da Universidade Bocconi. Na Espanha é de 55%. "Somos as últimas na Europa, só Malta se sai pior." Esse número cresceu até os anos 90, se estabilizou com o novo milênio, nos últimos dois anos baixou: as mulheres não só não entram no mercado de trabalho como saem dele.
No entanto, estão mais preparadas que os homens, como explica Profeta. "De cada cem jovens que terminam os estudos, 60 são garotas." Mas é algo que não se reflete no cargos de direção. "Entre as empresas cotadas [na Bolsa], só 5% têm um membro feminino no conselho de administração; no Congresso e no Senado alcançam escassos 20% - na Espanha são 36% e 28%, respectivamente -, e dos 24 ministérios cinco estão em mãos femininas [Juventude, Turismo, Meio Ambiente, Igualdade e Educação]".
Com a gravidez, 27% das mulheres abandonam suas carreiras, porque nem 13% dos bebês vão a creches. O Estado social delega na família. Trabalham as que têm os avós por perto. "O país está paralisado porque exclui a metade de seus cidadãos do mundo laboral. Se fosse eliminada a diferença de gênero, o PIB italiano aumentaria 22%", resume Delboca, especialista em economia de gênero.
A imagem de uma mulher submetida ao homem de poder, refém da aparência, de valores efêmeros e superficiais, afoga a mulher real. As garotas que segundo a promotoria se prostituíam na mansão milanesa do primeiro-ministro resolveram à sua maneira as reivindicações de igualdade: utilizam seu corpo em vez da cabeça. A outra mulher, de carne e osso, não se vê, embora esteja no supermercado, no púlpito da universidade, na fila do cinema. A política se esquece dela, na crônica é um fantasma, na publicidade uma quimera. Mas existe. Nessa novela de baixo orçamento, ela se indigna, volta a formar redes, anima debates, levanta a cabeça e estica as costas.
A mortificação da dignidade feminina, herança mais sangrenta do berlusconismo, está sendo o motor de uma nova participação coletiva. Uma multidão transversal de mulheres, e também de homens, volta a pôr sobre a mesa a identidade de gênero, empenha-se em proporcionar uma alternativa. Nos últimos meses nasceram muitos grupos. Reúnem-se em teatros emprestados na noite da folga semanal, em livrarias independentes que se enchem em poucos minutos. São mulheres que equilibram casa, trabalho e filhos, que lançam seus apelos em blogs e no Facebook. Parecem conspiradoras, empenhadas em um projeto clandestino. Mas são simplesmente cidadãs que não se conformam.
"Nos unimos por causa de uma desorientação comum: o país deixou de nos interpretar e representar. Não se parece em nada conosco", diz Renata Pepicelli, do grupo Filomena, nascido em Roma há um ano e meio. "Não há políticas para a mulher e além disso se projeta uma imagem dela unidirecional, infame. Pensamos que era necessário dar visibilidade às mulheres reais." As participantes do Filomena - estudantes, professoras, jornalistas, autônomas, de diversas idades e origens político-culturais - difundiram um vídeo-manifesto: "Diversas mulheres contribuem para a história do país lhe dão um perfil elevado. Todos os dias escrevem histórias de dignidade e esperança, mas ficam na sombra. Aqui vão algumas: Rita Levi Montalcini, prêmio Nobel de Medicina; Tina Anselmi, política; Elsa Morante, escritora; Emily, que para cuidar de minha mãe idosa deixou sua filha nas Filipinas; Maria, que teve de renunciar a seu trabalho porque a creche era cara..." Uma longa lista de nomes, famosos e desconhecidos, "para dizer que existe outra face. É preciso mostrá-la aos jovens", diz Pepicelli.
Na rede mundial proliferam petições. A impressão é de que Ruby Roubacorações representa a última gota em um corpo já repleto. As deputadas e eleitoras do Partido Democrático (principal força de oposição de centro-esquerda) pedem a demissão do primeiro-ministro. A mesma apelação vem de grupos de Milão, Turim Nápoles e Bolonha, onde o coletivo Donnepensanti (Mulheres Pensantes) lançou sua campanha.
A tribuna da diretora de L'Unità conseguiu 37 mil adesões; 15 mil compartilharam em poucas horas o artigo de Bongiorno, deputada eleita pelo partido de Berlusconi (hoje com Fini). Algo se rasga até nas sólidas fileiras do partido do primeiro-ministro, o Povo da Liberdade. Sara Giudice, 25, vereadora de um bairro milanês desde 2006, recolhe assinaturas por "uma cúpula do partido mais ética". O independente O Corpo das Mulheres se transformou em todo um fenômeno. Sua autora não para de percorrer a península para debates públicos e encontros.
"As mulheres cuidam da saúde do país", reflete a professora Profeta, que fundou outro grupo, Pari o Dispare, que pressiona o governo para que aprove a lei de cotas femininas que está no Parlamento. Atrizes e rostos dos espetáculos - mas não só - deram vida a Di Nuovo: "Na Itália não existe igualdade de gênero. Enquanto vemos garotas que faturam para menear seus músculos, as mulheres normais trabalham, cuidam dos filhos, dos idosos, da casa: estamos esgotadas", diz Cristina Comencini, diretora de cinema, roteirista e escritora. Segundo o Istat, na Itália uma mulher trabalha 80 minutos a mais que um homem por dia. Na Espanha são 54.
"Nós homens também discutimos o uso do corpo feminino. E não para apoiar as mulheres, mas porque nos sentimos ofendidos em primeira pessoa", diz Stefano Ciccone, fundador de Maschile Plurale (Masculino Plural), que tem grupos nas principais cidades e organiza oficinas nas escolas. Se a imagem dela está pisoteada, o mesmo acontece com a dele: forçosamente macho, homófobo, frívolo, sempre - com qualquer idade e situação sentimental - paquerador e sexualmente faminto.
O documentário "Sisters of Italy" [Irmãs da Itália], no qual os jornalistas suíços Lorenzo Buccella e Vito Robbiani entrevistam 101 mulheres de Milão até Bari, exemplifica esse esquema em seu início: duas garotas de Arcore - o povoado nas proximidades de Milão onde Berlusconi tem sua mansão - contam que o encontraram num sábado à tarde no shopping center. "Ele se aproxima, aperta nossas mãos, sorri e exclama: 'Olá, bonitas' e vai embora."
"O que aconteceu com o homem? Realmente deseja uma parceira muda? Eu sonho com uma sexualidade que não se configure como relação de poder, mas como o encontro do desejo emancipado de outra pessoa", explica Ciccone. "A reação moralista é o que mais me incomoda", continua. "Dizem: 'todo mundo deseja uma garota jovem, de peito generoso, que quando a chame venha correndo, ou melhor, os amigos a trazem para minha casa, sem perder tempo com cortejos. Somos todos como ele no fundo. Eu não faço essas coisas porque não posso (e então sou um sujo), ou porque sou bom (sei me controlar)".
Ciccone parafraseia um argumento que circula na televisão à tarde, nas reportagens de rua dos jornais e nos cafés de esquina. "Nos vendem esse código como resultado de liberdade e desinibição, mas para mim soa falso, imposto, me transmite um grande sentido de solidão e tristeza. Nem todos os homens buscamos uma sexualidade autista. Nós também vivemos presos em um estereótipo. Eu e centenas de milhares como eu não somos assim."
Eu não sou assim: um mantra, um amuleto verbal, que se repete nestes dias na boca de muitos italianos. E italianas.

Vik Muniz espera "chave de ouro" na festa do Oscar

Vik Muniz espera "chave de ouro" na festa do Oscar

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Após indicação de "Lixo Extraordinário", artista sonha em ver catador no "pódio'

Em cartaz em 11 salas no Brasil, filme rodado no lixão foi premiado nos festivais de Sundance, Berlim e Rio de Janeiro


SILAS MARTÍ

DE SÃO PAULO

Quando viu seu retrato assinado pelo artista plástico Vik Muniz ser vendido por 34,8 mil (R$ 92 mil) num leilão em Londres, em 2009, o catador de lixo Sebastião Carlos dos Santos, o Tião, perguntou-se quando terminaria sua vida de Cinderela.
Tião ganhou uma prorrogação ontem, com a indicação ao Oscar de "Lixo Extraordinário", documentário sobre a obra de Muniz do qual participa.
Ele é um dos catadores do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, tema de uma série de fotografias de Muniz que estão hoje entre as mais valorizadas em sua carreira.
"Lixo Extraordinário", filmado enquanto Muniz produzia suas fotos, põe em perspectiva a trajetória do artista paulistano pobre, filho de retirantes nordestinos, que acabou se radicando em Nova York e virou estrela da arte contemporânea.

"ESTAREI LÁ"

"Estarei lá [na festa do Oscar], mas quem deve subir ali no pódio se o filme ganhar é o Tião", disse Muniz à Folha. "Isso para mim fecharia esse projeto com chave de ouro, fazer alguém que sai de Duque de Caxias ser visto por 1 bilhão de pessoas."
Em cartaz atualmente em 11 salas no país, o filme acumula prêmios no circuito internacional de festivais -Sundance, Berlim e Rio.
"Acho isso fascinante", disse o codiretor do filme João Jardim sobre a indicação ao Oscar. "Mostra que a arte influencia as pessoas e é isso que fascina o público."
O documentário tinha tudo para ser uma "catástrofe", nas palavras de Muniz.
Lucy Walker, a britânica que assina a direção, deixou o projeto pela metade e só voltou para fazer o corte final, editando o material gravado no Rio de Janeiro pelos dois codiretores brasileiros, Jardim e Karen Harley.
Muniz reconhece que o filme tem sido mais bem acolhido pelo público do que entre críticos. "Prêmio de crítica é muito subjetivo, depende de onde está a sensibilidade da pessoa", afirma. "Mas é mesmo um filme bonito."

Documentário parte de grandes enchentes ocorridas no Rio para denunciar pouco caso com o assunto

Documentário parte de grandes enchentes ocorridas no Rio para denunciar pouco caso com o assunto

SÉRGIO ALPENDRE
Colaboração para o UOL, na Mostra de Tiradentes

  • Cena do documentário ''Enchente'', de Julio Pecly e Paulo Silva Cena do documentário ''Enchente'', de Julio Pecly e Paulo Silva
Sempre que um documentário jornalístico estreia nos cinemas ou passa em algum festival, uma pergunta difícil de ser respondida é se esse documentário caberia melhor na TV ou no cinema. A TV parece lidar melhor com esse sentido de urgência, de denúncia do descaso de autoridades e habitantes com os problemas que podem acontecer do que o cinema. Por outro lado, a tela grande parece passar um sentimento de amplitude que trabalha subliminarmente a favor da denúncia, aprofundando o incômodo e levando as pessoas a reagir.

Exibido na Mostra de Tiradentes deste ano (evento mineiro acontece até 29 de janeiro), "Enchente", de Julio Pecly e Paulo Silva, parte das grandes enchentes ocorridas no Rio de Janeiro em 1996 para denunciar o pouco caso com que todos os envolvidos - considerando aí governantes, cariocas, jornalistas, urbanistas e sanitaristas, principalmente - tratam o assunto.


São tocantes alguns depoimentos colhidos na época, principalmente o de uma senhora que é entrevistada novamente hoje e retoma sua indignação diante do entrevistador, logo após ter visto sua entrevista da época em seu aparelho televisor. Nessa hora, a plateia aplaudiu com entusiasmo, em cena aberta.


Outros momentos demonstram força, como o do menino morto, carregado pelos bombeiros "como um cachorro", segundo as palavras de Zezinho, que registrava tudo com sua câmera amadora. Chega a ser chocante ao demonstrar a dura realidade que atinge muito mais os que não podem se defender.


Utilizando cenas de telejornais e de cinegrafistas amadores, rios de lama são mostrados pelo filme, numa impressionante e trágica sinfonia de natureza e mal planejamento urbano. O Rio de Janeiro, segundo um especialista entrevistado, "está numa área de alta pluviosidade". A conclusão que se tira é cruel: uma cidade cercada de água pode ser tomada por ela quando a natureza interfere aumentando os índices pluviométricos e contribuindo para o deslizamento de terra.


Triste realidade de outras cidades também, e que o tradicional e nocivo oba-oba brasileiro empurra sempre para debaixo do tapete. Até que uma nova tragédia aconteça.


Vale dizer que é importante que "Enchente" seja visto e mostrado por aí, mas o uso exagerado e equivocado das músicas incomodam, e enfraquecem bastante a possibilidade de choque. E a denúncia, quando não choca, tem o efeito atenuado.


Imaginem esse conjunto de imagens tendo como banda sonora só o barulho da água barrenta e as declarações das pessoas. Teria muito mais força. Visite o
site oficial da Mostra.


Documentário Lixo Extraordinário

Documentário Lixo Extraordinário 

Lixo Extraordinário

SINOPSE

Filmado ao longo de quase dois anos, ''Lixo Extraordinário'' acompanha a visita do artista plástico Vik Muniz a um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis. O objetivo inicial de Muniz era "pintar" esses catadores com o lixo. No entanto, o trabalho com estes personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugestionados a imaginar suas vidas fora daquele ambiente.

FICHA DO FILME

  • Título original: Waste Land
  • Diretor: Lucy Walker, Karen Harley, João Jardim
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 94 minutos
  • Ano: 2010
  • Data da Estreia: 21/01/2011
  • Cor: Colorido
  • Classificação: Livre para todos os públicos
  • País: Brasil, Reino Unido


Região serrana do Rio tem mais de 25 mil desabrigados e desalojados em 16 cidades, diz secretaria

Região serrana do Rio tem mais de 25 mil desabrigados e desalojados em 16 cidades, diz secretaria

Do UOL Notícias
Em São Paulo
A secretaria de Estado da Saúde e da Defesa Civil do Rio de Janeiro (Sesdec-RJ) divulgou na tarde desta segunda-feira (24) um balanço de desaparecidos e desabrigados que soma já mais de  25 mil pessoas desde o início das chuvas na região serrana, no último dia 12.

Ao todo, conforme o levantamento, são 12.293 desabrigados e 12.821 desalojados em 16 cidades afetadas pela chuva. Está decretado estado de calamidade, porém, em sete delas: Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, São José do Vale do Rio Preto, Bom Jardim e Areal; esta, a única das sete a não registrar mortos. Nas outras seis, já morreram mais de 800 pessoas, e mais de 400, segundo levantamento do Ministério Público Estadual (MPE), seguem desaparecidas.
Os números mais altos de desabrigados estão em Teresópolis (6.210 desalojados e 5.058 desabrigados), Petrópolis (3.662 desalojados e 318 desabrigados) e Nova Friburgo, onde há 2.184 desabrigados.
Veja a relação da Sesdec-RJ para as demais cidades:
São José do Vale do Rio Preto: 2.064 desabrigados
Bom Jardim: 1.186 desalojados e 632 desabrigados
Areal: 1.031 desalojados e 1.469 desabrigados
Sumidouro: 290 desalojados e 109 desabrigados
Santa Maria Madalena: 284 desalojados e 44 desabrigados
Sapucaia: 30 desalojados e 140 desabrigados
Paraíba do Sul: 77 desabrigados
São Sebastião do Alto: 32 desalojados e 68 desabrigados
Três Rios: 20 desalojados e 45 desabrigados
Cordeiro: 49 desabrigados
Carmo: 40 desalojados e 12 desabrigados
Macuco: 28 desalojados e 24 desabrigados
Cantagalo: 8 desalojados

Sobram roupas, mantimentos e histórias de uso político das doações no Rio de Janeir

Sobram roupas, mantimentos e histórias de uso político das doações no Rio de Janeiro

Arthur Guimarães
Enviado especial do UOL Notícias
Em Petrópolis (RJ)
De dentro da quadra de esportes do “Brizolão” de Corrêas, uma nova montanha surge na paisagem serrana de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Com cerca de cinco metros de altura, o monte de roupas reúne peças doadas por gente de todo o Brasil e, assim como os cartões postais da região, pode ser observado de longe.

Sobram roupas, mantimentos e histórias de uso político das doações no RJ

Foto 12 de 23 - Em Ciep de Petrópolis, o monte de roupas não tem identificação por tipo de peça, corre o risco de tomar chuva e reúne quilos de sacos de vestimentas que ainda nem foram tocados pelos voluntários que fazem a triagem do material Zulmair Rocha/UOL
Armazenadas precariamente em quilos de sacos fechados, as vestimentas não param de se multiplicar. Novos caminhões chegam a todo instante, vindos de todas as regiões do país. Mas, como assumem os próprios responsáveis pela logística de distribuição, faltam voluntários para dar o encaminhamento adequado à ajuda.
Os pacotes estão sem identificação e correm o risco de tomar chuva mesmo na área coberta – já que não há paredes no espaço e o volume de material está transbordando pelos cantos. A maioria não foi sequer tocada, mais de dez dias após a tempestade que provocou a morte de mais de 800 pessoas nas cidades vizinhas. Ao abrir os sacos, não é possível saber se estará ali uma meia, um lençol, uma toalha ou uma camiseta – e muito menos se a peça está em condições de uso.

A impressão de que há mais roupa do que desabrigados para vesti-las é finalmente confirmada oficialmente. “Roupa não precisa mais. Já deu. Tem muito, mas muito mesmo. E está faltando gente para fazer a triagem e inclusive para receber. Inevitavelmente, vamos acabar tendo que fazer doações mesmo para quem não foi atingido pela água”, assume Claudinei Portugal, presidente do Instituto de Previdência da prefeitura de Petrópolis, que é o responsável pelos cerca de 300 voluntários do “Brizolão”, chamado oficialmente Centro Integrado de Educação Pública (Ciep).

Alimentos vencidos

No vale do Cuiabá, localidade duramente atingida pela enchente em Itaipava, em Petrópolis, a voluntária que cuida das doações no ginásio de Boa Esperança não faz rodeios para dizer que também há incertezas sobre a necessidade de mais alimentos. “Já teve comida que estragou. Lógico que fazemos de tudo para não acontecer isso. Mas estraga, né? Estamos inclusive tentando fazer um pente fino para ver a validade das coisas”, dizia Lilian Nogueira da Silva, confirmando que, até agora, esse tipo de seleção ainda não estava sendo feita corretamente.
Segundo ela, no entanto, os problemas vão além: entre quem trabalha de forma séria, há gente que faz mau uso das doações. “Caminhão chega na cidade procurando onde entregar coisa e tem político colocando gente e placa para receber. Depois, leva para bairro em que ele vai ganhar voto. Daí ele envia para a comunidade e manda dar o recado: ‘foi fulano quem deu’”, afirma. “Tem gente que critica a confusão no Haiti ou na África. Nova Orleans [região dos EUA atingida pelo furacão Katrina] é aqui, amigo.”

Veja quais são as maiores necessidades em Petrópolis

Produtos de limpeza e de higiene pessoal. Absorvente feminino. Roupa de cama. Kits para bebês. Café. Sal. Açucar. Voluntários.
Segundo Claudinei, carros de vereadores já foram – e estão - proibidos de entrar nos centros de distribuição. “O cara embicou lá e disse que ia levar mantimento para não sei onde. Não deixamos. Não pode. Infelizmente, tem isso mesmo. Detectamos esse problema formalmente”, argumenta, sem dizer o nome dos envolvidos "para não dar confusão."
As suspeitas de desvios de mantimentos já começam a preocupar os autores das doações. Em outro município devastado, São José do Vale do Rio Preto, o pastor evangélico Eduardo Bittencourt sintetiza o medo que muitas pessoas tem de ver a sua ajuda ser má utilizada no bairro de Queirós. “O pessoal chega aqui com carro lotado. Quando avisamos que a prefeitura é que está coordenando o recebimento, o cara desiste. Eles dizem que só querem doar para a igreja. Na mão de político preferem não dar.”

Em outro espaço, no ginásio que centraliza as doações em Rio Preto, o volume de alimentos assusta e já lota toda a arquibancada. O esforço para identificar o conteúdo dos sacos de roupas é grande, mas nem sempre dá conta de fazer a triagem de tanto material. Apesar da segurança na porta, lá ainda não está sendo feito um controle rígido sobre quem pode pegar os mantimentos, como em Petrópolis, o que pode dar margem para distorções futuras.
“Não acho que precisa de senha para pegar água. Água todo mundo precisa e tem direito. Nossa cidade foi devastada. Todo mundo foi prejudicado. Se a pessoa não perdeu a casa, está ajudando o vizinho, trabalhando dia e noite. Damos água mesmo”, afirma Paulo Cordeiro de Souza, voluntário que coordena a ação no local, cercado por embalagens e mais embalagens de água. “Não precisamos de burocracia nessa hora.”

Veja quais são as maiores necessidades em Petrópolis

Produtos de limpeza e de higiene pessoal. Absorvente feminino. Roupa de cama. Kits para bebês. Café. Sal. Açucar. Voluntários.
Ele nega que esteja sobrando comida – apesar de o município já ter devolvido doações para Petrópolis. “Isso daqui não é para hoje. É para os próximos seis meses.  Tem que alimentar muita gente por muito tempo. As pessoas que estão em abrigo não têm nesse momento nem como lavar roupa. Então vamos dando”, afirma. Sobre os boatos de que mantimentos são desviados, ele é ponderado. “Não vou dizer que não acontece. Pode ter sim, como em qualquer lugar tem gente ruim”, diz.
O alto volume de caixas que chegam em caminhões e lotam os centros de armazenamento já foi notado pelos moradores que vivem ao longo da estrada. Aos motoristas que circulam, já virou rotineira a cena de homens com placas dizendo “aceita-se doação”. O apelo, no entanto, é feito por gente que mora em zonas elevadas e que não teve prejuízo algum com a tragédia. “Isso que não queremos. Não pode. Por isso, a prefeitura resolveu centralizar toda a organização. Vira bagunça.

Desova de estoque

Um funcionário de uma importante prefeitura da região serrana fluminense, pedindo para não ser identificado, relatou ainda outra distorção no trabalho de recebimento e distribuição dos donativos. “Tem muita pessoa jurídica que está aproveitando para desovar estoque de produtos encalhados. A empresa já ia ter que jogar fora, então doa e depois ainda consegue o desconto no Imposto de Renda”, afirmou ele.
“Recebemos dois caminhões cheios de biscoito com vencimento para daqui uma semana. Novinho. E biscoito caro. É muito estranho. Aqui ninguém aguenta mais comer esse negócio, mas não pode estragar.”
A qualidade dos materiais doados também nem sempre é confiável. Nas salas repletas de alimentos, sempre há uma pilha de coisas vencidas. “Encontramos farinha com bicho dentro, garrafa de conhaque vazia, pacote de iogurte comido, calcinha com absorvente usado grudado e até um par de dentaduras”, explicou Patrícia Portugal, mulher de Claudinei e outra voluntária que coordena o trabalho no Brisolão Corrêas.
De toda forma, ela não desaconselha as doações. “Ainda precisamos de produto de limpeza, absorvente feminino e muita roupa de cama. Mandaram os colchões, mas falta lençol. Tudo que for para bebê, como mamadeira e kits de limpeza para crianças pequenas, também nos interessa. E anota aí: não precisamos mais de água ou roupa, mas sim de voluntários.”

Histórico

As consequências das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro já causaram a morte de mais de 800 pessoas, segundo os últimos números divulgados pelas cidades atingidas. 
Até a manhã desta segunda-feira (24), conforme o boletim das 10h divulgado pela secretaria de Estado da Saúde e da Defesa Civil do Rio (Sesdec-RJ), o maior número de mortos na tragédia está nas cidades de Nova Friburgo (391) e Teresópolis (327). Há mortos ainda em Sumidouro (22), Petrópolis, no distrito de Itaipava (66), São José do Vale do Rio Preto (2) e Bom Jardim (1). O município de Areal, ainda que também tenha sido abrangido pelo decreto de calamidade pública, como as demais seis cidades da região serrana, não registrou mortes. No total, são 809 mortes confirmadas.
Esse número deve aumentar, pois as equipes de resgate ainda buscam por mais de 400 pessoas desaparecidas.
A chuva que caiu na região serrana do Estado deixou mais de 18 mil pessoas desalojadas ou desabrigadas e os imensos deslizamentos de terra mudaram a geografia da região, o que atrapalha ainda mais os esforços de resgate feitos por equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública.

Desordem marca ajuda a sobreviventes da tragédia na região serrana do Rio

Desordem marca ajuda a sobreviventes da tragédia na região serrana do Rio


DE SÃO PAULO 

Dez dias após as chuvas que destruíram a região serrana do Rio, já superadas as dificuldades iniciais de acesso às áreas atingidas, a desorganização parece a maior vilã na ajuda às vítimas. A informação é de reportagem de Rodrigo Rötzsch, publicada na Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal).
Enquanto caminhões do Exército ficam estacionados, com seus motoristas aguardando ordens, nos postos de coleta de doações faltam veículos para distribuir a ajuda que a solidariedade da população ajudou a reunir.
O lixo de dez dias ainda se acumula às margens de rios. Pontes que resistiram à força das águas seguem repletas do entulho trazido por elas. Um novo temporal --mesmo de menor intensidade-- pode trazer de volta o terror.
Em Teresópolis, o ginásio municipal Pedrão, principal ponto de recebimento de doações, virou alvo de desconfiança por suspeita de ineficiência e desvios. Enquanto isso, voluntários que decidem agir por conta própria se espalham.
Um caminhão vindo do polo empresarial da Pavuna, com cerca de 20 voluntários, parou em uma esquina em Nova Friburgo. O que se seguiu foi uma caótica distribuição dos donativos. Roupas ficaram jogadas pelo chão enlameado; pessoas levavam mais produtos do que precisavam.
Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.
Canções do Exílio - Canal Brasil








  • 08/02 às 22:00 Canções do Exílio - Episódio 01
  • 09/02 às 22:00 Canções do Exílio - Episódio 02
  • 10/02 às 22:00 Canções do Exílio - Episódio 03
  • 12/02 às 17:00 Maratona Canções do Exílio - Episódio 01
  • 12/02 às 18:00 Maratona Canções do Exílio - Episódio 02
  • 12/02 às 19:00 Maratona Canções do Exílio - Episódio 03

Menino de 3 anos salva a mãe ao ligar para o serviço de emergência

Menino de 3 anos salva a mãe ao ligar para o serviço de emergência


Harvey Ashworth, de apenas 3 anos, salvou sua mãe ao ligar para o serviço de emergência na Grã-Bretanha. Harvey ligou para o 999 ao ver a mãe cair na cozinha.
Esta não foi a primeira vez que sua mãe passou mal, mas nunca havia sido tão grave. No momento em que tudo ocorreu, o pai de Harvey estava no trabalho.

Ela já havia dito ao menino o que fazer em situações como esta.


Harvey ficou no telefone 13 minutos até a chegada da equipe de resgate. O serviço de emergência, 999, ligou a gravação.


O Serviço de Ambulância do Noroeste da Grã-Bretanha deu ao menino o prêmio de herói do ano.

 

Fotógrafo registra aperto em metrô de Tóquio

Fotógrafo registra aperto em metrô de Tóquio

O metrô de Tóquio é considerado o mais movimentado do mundo, com uma média de mais de 6 milhões de passageiros por dia.

O fotógrafo Michael Wolf decidiu passar 30 dias em uma estação de metrô da capital japonesa registrando as expressões dos passageiros a caminho do trabalho na hora do rush.

 

Fotógrafo Michael Wolf registra metrô de Tóquio

Foto 1 de 9 - O fotógrafo Michael Wolf passou 30 dias em uma estação de metrô da capital japonesa registrando as expressões dos passageiros a caminho do trabalho na hora do rush, conseguindo resultados como o acima Michael Wolf / Cortesia / BBC
 
Foto 2 de 9 - As fotografias foram tiradas em uma estação da linha Odakyu, a única em que Wolf podia chegar bem perto das janelas dos trens Michael Wolf / Cortesia / BBC
 
Foto 3 de 9 - As imagens fazem parte do projeto Tokyo Compression, ou Aperto em Tóquio, que se transformou em um livro da editora Peperoni Books. As fotografias também ficarão em exibição no Forum fur Fotografie, em Colônia, na Alemanha, até 20/2 Michael Wolf / Cortesia / BBC
 
Foto 4 de 9 - O fotógrafo Michael Wolf passou 30 dias em uma estação de metrô da capital japonesa registrando as expressões dos passageiros a caminho do trabalho na hora do rush, conseguindo resultados como o acima Michael Wolf / Cortesia / BBC
 
Foto 5 de 9 - As fotografias foram tiradas em uma estação da linha Odakyu, a única em que Wolf podia chegar bem perto das janelas dos trens Michael Wolf / Cortesia / BBC
 
Foto 6 de 9 - As imagens fazem parte do projeto Tokyo Compression, ou Aperto em Tóquio, que se transformou em um livro da editora Peperoni Books. As fotografias também ficarão em exibição no Forum fur Fotografie, em Colônia, na Alemanha, até 20/2 Michael Wolf / Cortesia / BBC
 
Foto 7 de 9 - O fotógrafo Michael Wolf passou 30 dias em uma estação de metrô da capital japonesa -- considerado o mais movimentado do mundo -- registrando as expressões dos passageiros a caminho do trabalho na hora do rush, conseguindo resultados como o acima Michael Wolf / Cortesia / BBC
 
Foto 8 de 9 - As fotografias foram tiradas em uma estação da linha Odakyu, a única em que Wolf podia chegar bem perto das janelas dos trens Michael Wolf / Cortesia / BBC
 
Foto 9 de 9 - As imagens fazem parte do projeto Tokyo Compression, ou Aperto em Tóquio, que se transformou em um livro da editora Peperoni Books. As fotografias também ficarão em exibição no Forum fur Fotografie, em Colônia, na Alemanha, até 20/2 Michael Wolf / Cortesia / BBC
 
 
 
 
 
 
 
 

As imagens relembram situações que podem ser vividas em qualquer metrópole do mundo: o aperto no vagão, o cheiro de suor ou de perfume de outro passageiro, a sensação de ser espremido contra uma porta, o cotovelo de um estranho nas suas costelas.

 

As fotografias foram tiradas em uma estação da linha Odakyu, a única em que Wolf podia chegar bem perto das janelas dos trens.

 

Segundo o fotógrafo, muitas das pessoas se incomodavam com a presença da câmera, como se elas repentinamente se dessem conta da situação horrível em que se encontravam.

 

Alguns passageiros protegiam o rosto com as mãos, enquanto muitos fechavam os olhos, como se estivessem tentando escapar das sensações de ansiedade e nojo.

 

Também havia aqueles que olhavam diretamente para a câmera, mas sem nenhuma reação óbvia.

 

As imagens fazem parte do projeto Tokyo Compression, ou Aperto em Tóquio, que se transformou em um livro da editora Peperoni Books. As fotografias também ficarão em exibição no Forum fur Fotografie, em Colônia, na Alemanha, até o dia 20 de fevereiro.

O fracasso das Nações Unidas no Haiti


HAITI
O fracasso das Nações Unidas no Haiti
Eleições indefinidas, epidemia de cólera e insatisfação popular: esse é um pequeno resumo da situação atual do país que não vê grandes mudanças mesmo com a presença das forças internacionais lideradas pelo Brasil.
por Benjamin Fernandez
 
Os resultados da eleição presidencial haitiana de 28 de novembro de 2010 ainda não são conhecidos. O Conselho Eleitoral provisório decidiu então marcar o segundo turno para 16 de janeiro de 2011, mas o pleito foi adiado novamente sem data definida. Na edição de janeiro, o Le Monde Diplomatique Brasil dedica dois artigos à crise política, humanitária e social que se agravam na ilha (“Eleições sem esperança de renovação”, por Alexander Main, e “Entre Deus e as ONGs”, de Christophe Wargny). Enquanto o número de vítimas da epidemia de cólera aumenta, intensifica-se a cólera da população frente à Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) – acusada de ter acidentalmente introduzido a bactéria na ilha.
Duas investigações epidemiológicas1 internacionais confirmaram que a fonte da epidemia provinha do campo nepalês da Minustah, próximo a Mirebalais, no centro do país. Os resíduos produzidos no campo infectado foram lançados – “em quantidades fenomenais”, segundo o primeiro relatório – em um afluente do Artibonite, o rio mais importante do país.
A epidemia já causou, oficialmente, mais de três mil mortes e afetou mais de 52 mil pessoas. Mas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS)2, o número de casos poderia chegar a 70 mil, com a doença atingindo cerca de 400 mil pessoas ao longo dos próximos 12 meses. As autoridades sanitárias e as organizações não-governamentais (ONG) declaram-se impotentes para conter o contágio.
Essas revelações abalaram a credibilidade da força internacional dirigida pelo Brasil, cuja eficácia já foi posta em questão. Enquanto a incerteza sobre o resultado das urnas e as suspeitas de fraude provoca uma nova onda de violência na capital, Porto Príncipe, e quase um milhão de pessoas continuam vivendo em acampamentos insalubres dominados pelas gangues, a ação da Organização das Nações Unidas (ONU) é vista mais uma vez como um fracasso – fracasso aliás plenamente reconhecido por Ricardo Seitenfus, representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti desde 2008: “O Haiti é a prova do fracasso da ajuda internacional”, afirmou ele em uma entrevista ao jornal suíço Le Tempsde 20 de dezembro. Imediatamente após essas declarações, o alto funcionário foi chamado à sede da organização.
A Minustah é a quinta missão de manutenção da paz organizada pela ONU, que já conta 17 anos de presença no país3. Ela seguiu-se à intervenção estadunidense que derrubou o presidente eleito Jean-Bertrand Aristide: seu mandato de “restauração da democracia” não deixou de suscitar dúvidas entre a população. No lançamento da missão, em junho de 2004, o secretário das Nações Unidas, Kofi Annan, não escondia suas inquietudes: “Desta vez, tratemos de conseguir”, disse.
Mesmo assim são poucos os que ainda reclamam abertamente a saída dos capacetes azuis. Os corpos especiais da ONU representam a frágil, porém derradeira, esperança de segurança em um país devastado e entregue à instabilidade política permanente, um país que já não dispõe de nenhuma estrutura de proteção civil eficaz. Mas eles enfrentam sérias dificuldades de organização: as forças reúnem mais de 7.800 militares, 2.136 policiais (Polícia das Nações Unidas – Unpol) e mais de dois mil civis, originários de não menos que 41 nações (principalmente do Sul), e a coordenação logística revelou-se de uma complexidade insuperável para o comando brasileiro, ainda inexperiente nesse tipo de missão.
Pior: a força multinacional passou por vários escândalos. Dois anos após o início da missão, o chefe da polícia haitiana, Mario Andresol, foi obrigado a reconhecer a ligação das gangues da favela de Cité-Soleil com os serviços de polícia e o contingente de capacetes azuis jordanianos4. Em novembro de 2007, 108 soldados do Sri Lanka foram repatriados por recorrer à prostituição de menores5. No mês seguinte, uma investigação revelou que empregados da ONU eram culpados de má gestão, fraudes e desvios que chegavam a 610 milhões de dólares6. Enfim, a morte do ex-chefe militar da missão, o general brasileiro Urano Bacellar, em seu quarto de hotel em Porto Príncipe, no dia 6 de janeiro de 2006, continua sendo um dos eventos mais problemáticos envolvendo a missão.
Mesmo no quesito segurança, o balanço da Minustah decepciona. Numa situação de guerrilha urbana, nem os caros equipamentos nem as estratégias militares da missão mostraram-se adaptados para enfrentar gangues que circulam e escondem-se tranquilamente nas favelas da capital. As tropas sempre recebem tiros nessas áreas e as réplicas dos capacetes azuis fazem vítimas na população. Aliás, os métodos agressivos da polícia já foram apontados pela Anistia Internacional, que acusa a Minustah de apoiá-los em atos de violação sistemática dos direitos humanos, principalmente nos bairros desfavorecidos7. Em janeiro de 2006, a população ficou consternada depois que os capacetes azuis abriram fogo sobre haitianos que protestavam, na fronteira dominicana, contra a morte de 25 haitianos encontrados asfixiados no país vizinho.
Todas essas muitas questões acenderam a cólera da população haitiana, que vê somar-se a suas provações uma epidemia furiosa. Cansada, ela pergunta quando os soldados irão embora.
A especificidade do contexto político, social, histórico e geográfico faz da Minustah uma missão das mais delicadas; o exército estadunidense sabe muito bem disso, tendo cercado as favelas da capital haitiana na intervenção de 2004 para impedir um levante popular em favor de Aristide, antes de deixar o Brasil encarregar-se de gerir a situação.
É surpreendente que os Estados Unidos tenham aceitado confiar ao Brasil a sequência das operações, no quadro de uma estratégia que eles próprios fixaram. Ainda mais quando Brasília se coloca como grande rival no papel de garantir a estabilidade regional, papel que Washington reserva exclusivamente para si há quase dois séculos8. Há quem avalie que o sucesso da missão é um objetivo secundário... e que a Casa Branca não ficaria chateada em ver seu “parceiro” brasileiro engolido pelo caos haitiano que o gigante do Norte deixou instalar-se.
Embora os dois países exibam uma aliança perfeita, a tomada da direção das operações realizou-se em um contexto de desconfiança recíproca, identificada nas comunicações diplomáticas reveladas pelo WikiLeaks: “O Brasil não deve ser considerado como estando do nosso lado”, resume uma carta diplomática estadunidense9.
Para o Brasil, é uma questão de porte. O país tem intenção de se afirmar como um ator incontornável no cenário internacional, não apenas no plano econômico, mas também diplomático, militar e humanitário. Seu objetivo? Colocar-se como o mais sério candidato do subcontinente americano ao assento permanente no Conselho de Segurança ampliado da ONU.
Nessas condições, o Haiti – laboratório do “humanitarismo” contemporâneo e objeto de todos cálculos diplomáticos – é dilacerado por questões que vão muito além dele e contrariam seus próprios interesses. “No cenário internacional, o Haiti paga essencialmente sua grande proximidade com os Estados Unidos”, avalia Seitenfus, que não para por aí: “Querem fazer do Haiti um país capitalista, uma plataforma de exportação para o mercado norte-americano, o que é absurdo. (…) Não se resolve nada, agrava-se a situação.” E o representante lança este apelo à comunidade internacional: “Chega de brincar com o Haiti.”

1 As conclusões da pesquisa epidemiológica conduzida in loco no mês de novembro pelo professor Renaud Piarroux, especialista em cólera (CHU de Marselha) enviado pelo governo francês, estão disponíveis no site do jornal Le Monde (PDF).
2 Uma segunda investigação científica, publicada no dia 9 de dezembro pelo New England Journal of Medicinee realizada por cientistas haitianos e norte-americanos, confirmou a similitude entre a cepa viral encontrada no Haiti desde outubro e aquela encontrada em Catmandu: “The Origin of the Haitian Cholera Outbreak Strain” [“A origem da cepa do surto de cólera haitiano”].
3 “Haiti: le choléra pourrait toucher 400 000 personnes dans les 12 prochains mois“ [“Haiti: cólera poderá atingir 400 mil pessoas nos próximos 12 meses”], Centro de Atualidades da ONU, 10 de dezembro de 2010.
4 De 1993 até hoje, o Haiti recebeu cinco missões de apoio e manutenção da paz: Missão das Nações Unidas no Haiti (Minuha); Missão de Apoio das Nações Unidas ao Haiti (Manuh); Missão de Transição das Nações Unidas no Haiti (Mitnuh); Missão de Polícia Civil das Nações Unidas no Haiti (Miponuh); e a Minustah, em 2004.
5 “L’ONU en échec dans les rues de Port-au-Prince” [“Fracasso da ONU nas ruas de Port-au-Prince”], Le Figaro, 15 de outubro de 2007.
6 AlterPresse, 15 de novembro de 2007.
7 “U.N. Finds Fraud, Mismanagement in Peacekeeping“ [“ONU encontra fraude e má gestão em força de paz”], The Washington Post, dezembro de 2007.
8 Relatório da Anistia Internacional, AMR 36/005/2005, premonitório.
9 Através da doutrina Monroe, batizada com o nome do presidente norte-americano que a editou em 1823, a potência do Norte reserva-se o direito de intervir no conjunto do continente para preservar seus interesses e aqueles que supostamente seriam os da região.
10 “WikiLeaks: o Brésil e os Etats-Unis divergent sur o Vénézuélien Chávez” [“WikiLeaks: Brasil e Estados Unidos divergem sobre o venezuelano Chávez”], LeMonde.fr, 5 de dezembro de 2010.
Palavras chave: Haiti, Onu, cólera


Fonte: Le Monde Diplomatique

Novo clipe de Pink causa polêmica com cenas de tentativa de suicídio

Novo clipe de Pink causa polêmica com cenas de tentativa de suicídio


O videoclipe do novo single da cantora Pink, "Fucking Perfect" (assista o video oficial), Novo clipe de Pink causa polêmica com cenas de tentativa de suicídio Publicidade DE SÃO PAULO O videoclipe do novo single da cantora Pink, "Fucking Perfect", tem causado polêmica na rede. Com cenas fortes que mostram uma jovem que tenta suicídio dentro de uma banheira, o clipe foi muito criticado. Em seu blog, a cantora defendeu o vídeo. "Nós podemos optar por ignorar o problema e, portanto, ignorar este vídeo, mas isso não vai fazer isso ir embora", escreveu Pink. "Eu não incentivo o suicídio ou a automutilação. Eu dou força para as crianças lá fora, que se sentem tão desesperadas e impotentes que se sentem invisíveis e sem voz. Eu quero que elas saibam que eu estou ciente. Eu estive lá. Eu os vejo", completou. Jason DeCrow/AP A cantora Pink, que defendeu seu polêmico clipe com cenas de suicídio em seu blog A cantora Pink, que defendeu seu polêmico clipe com cenas de suicídio em seu blog tem causado polêmica na rede.
Com cenas fortes que mostram uma jovem que tenta suicídio dentro de uma banheira, o clipe foi muito criticado.
Em seu blog, a cantora defendeu o vídeo. "Nós podemos optar por ignorar o problema e, portanto, ignorar este vídeo, mas isso não vai fazer isso ir embora", escreveu Pink.
"Eu não incentivo o suicídio ou a automutilação. Eu dou força para as crianças lá fora, que se sentem tão desesperadas e impotentes que se sentem invisíveis e sem voz. Eu quero que elas saibam que eu estou ciente. Eu estive lá. Eu os vejo", completou.

Jason DeCrow/AP
A cantora Pink, que defendeu seu polêmico clipe com cenas de suicídio em seu blog
A cantora Pink, que defendeu seu polêmico clipe com cenas de suicídio em seu blog


Fonte: Folha de São Paulo



Fuckin' Perfect 
(Pink)
Made a wrong turn
Once or twice
Dug my way out
Blood and fire
Bad decisions
That's alright
Welcome to my silly life

Mistreated, misplaced, missundaztood
Miss know it, it's all good
It didn't slow me down
Mistaken, always second guessing
Underestimated, look I'm still around

Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me

You're so mean
When you talk, about yourself
You're wrong, change the voices
In your head
Make them like you instead
So complicated
Look how we are making
Filled with so much hatred
Such a tied game
It's enough, I've done all I can think of
I've chased down all my demons
I see you do the same
Oooh oooooh

Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me

The whole world is scared so I swallow the fear
The only thing I should be drinking is an ice cold beer
So cool in lying and we tried tried tried
But we try too hard, it's a waste of my time
Done looking for the critics, cuz they're everywhere
They don't like my genes, they don't get my hair
Stringe ourselves and we do it all the time
Why do we do that?
Why do I do that?
Why do I do that?
Yeah
Ooooh
Ooh, pretty pretty pretty

Pretty pretty please don't you ever ever feel
Like you're less than fucking perfect
Pretty pretty please if you ever ever feel
Like you're nothing you're fucking perfect, to me
You're perfect
You're perfect

Pretty pretty please if you ever ever feel like you're nothing
You're fucking perfect, to me