Livro "A Arte de Morrer - Visões Plurais"


Arte de Morrer - Visões Plurais 

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Este livro certamente será uma referência no Brasil. Trata-se de uma obra escrita por inúmeros especialistas em Medicina, Filosofia, Educação, Psicologia, Enfermagem, Antropologia, Direito, Religiões e outras áreas. Cada qual discorrendo sob a sua perspectiva sobre a temática da morte. Todos os autores são pesquisadores, a maioria doutores das maiores universidades brasileiras, que abordam a questão de maneira interdisciplinar e plural. Apesar de ter esse caráter acadêmico, não se trata de um livro dirigido apenas a estudiosos da questão, mas a todas as pessoas que desejam romper o silêncio em torno da problemática da morte  que nos toca a todos!

"Com meu querido amigo e companheiro de ideal, o médico Franklin Santana Santos, organizamos esse primeiro volume de uma série de Tanatologia, pela Editora Comenius. Foi indicado para o prêmio Jabuti. Teve um sabor muito especial, por reunir grandes nomes da área, por inaugurar no Brasil uma visão plural  e interdisciplinar sobre o tema. Mas a coisa que mais gosto nele é o poema Manifesto de Tânatos, que Fran e eu fizemos, onde estão estas duas estrofes:

Estou aqui hoje e sempre
Pois minha irmã é a vida
E a dançar em vossa roda
É ela quem me convida!
 
A vida não saberia
Gerar seres permanentes
Se eu não fizesse um trabalho:
O de enterrar as sementes!"

Livro "O Ateísmo Cristão" Augustus Nicodemus

Ateísmo cristão: Augustus Nicodemus lança livro que questiona o atual momento da igreja evangélica brasileira

Três anos depois de lançar o livro “O que estão fazendo com a Igreja”, um retrato melancólico sobre a igreja evangélica brasileira, o reverendo Augustus Nicodemus lança “O Ateísmo Cristão e Outras Ameaças à Igreja” que traça um perfil atual dos ministérios que tem enfraquecido a moral dos evangélicos.

O pastor presbiteriano nos provoca a escolhermos entre o certo e o errado, pularmos de nossas poltronas e tomarmos partido nessa verdadeira guerra que a igreja evangélica brasileira vive contra suas próprias entranhas.

O autor fala sobre os ensinamentos das denominações evangélicas que promovem insensatez, superstição e que ainda dá motivos para que os inimigos de Cristo ataquem a Igreja. “Somos ridicularizados, não por pregar a Cristo crucificado, mas pelas sandices e bobagens feitas em nome de Jesus. Nenhum desses males, entretanto, alcança o dano provocado pelo câncer do ateísmo cristão. Que diferença há entre não acreditar em Deus e acreditar num que não intervém, não age na história humana e nem se relaciona com as pessoas?” Diz um trecho da sinopse do livro.

Além de mostrar quais as ameaças, Nicodemus também apresenta algumas luzes poderosas, vindas diretamente de dentro da Igreja, para direcionar os leitores para o caminho certo que os ministérios precisam caminhar.

“O ateísmo cristão e outras ameaças à Igreja” está sendo editado pela Editora Mundo Cristão e pode ser adquirido pela internet. O preço médio desta obra é de R$19,90.

Filme "Melancolia e Árvore da Vida"



Dois filmes acima da média estão disponíveis nas salas de cinema dos shoppings brasileiros. A estatística é alta. Considerando que nenhum deles é exatamente divertido ou fácil, a surpresa aumenta. Sobre um deles, o Árvore da Vida, publiquei post recentemente. O assunto agora é o Melancolia do Lars Von Trier.

O filme abre com uma série de imagens inacreditáveis. Em câmara hiper lenta Kirsten Dunst aparece em meio a uma chuva de pássaros mortos, é uma noiva correndo entre um emaranhado de cipós, encarna Ofélia e solta descarga elétricas pelos dedos. Em tom surreal e apocalíptico a longa sequência (oito minutos) converge para uma colisão planetária em escala de cinema catástrofe. Tudo isso ao som de Tristão e Isolda de Wagner.

Depois desta ouverture em aceleração máxima, Von Trier nos leva às cenas de um casamento. Em torno da mesa, e do casal protagonizado por Dunst e Alexander Skarsgard, vem à tona o alheamento do pai (John Hurt) o descrédito bilioso da mãe (Charlotte Rampling, impressionante como sempre) os esforços inúteis da irmã (Charlotte Gainsbourg) para conduzir satisfatoriamente a cerimônia e a truculência do cunhado rico (Kiefer Sutherland) que paga a conta.

Aqui também tudo converge para o desastre. Von Trier traça uma linha paralela entre o fim do mundo (o planeta Melancolia está prestes a colidir com a terra) e a falência completa da personagem central e das relações humanas como um todo. Literalmente não há o que salvar, diz o atormentado diretor (acima) e usa imagens de tirar o fôlego para nos convencer disso.


Filme em DVD "Salve Geral"


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Dia de visita. Detentos conversam com familiares sob lonas estendidas no pátio; outros se exercitam em uma academia de ginástica improvisada. Todos vestem calças amarelas, motivo de desconforto entre os presos, que reivindicam a volta do tradicional cáqui. Lúcia, uma professora de piano de classe média, chega e procura pelo filho Rafael, de 18 anos, preso depois de se envolver em uma briga que terminou em assassinato.

A cena é do filme "Salve Geral - O Dia em que São Paulo Parou", do diretor Sergio Rezende, inspirado nas rebeliões e atentados do PCC que paralisaram a capital paulista em maio de 2006. No longa, que deve estrear nos cinemas no fim do ano, Andréa Beltrão vive a professora Lúcia. Endividada e tentando proteger o filho (interpretado por Lee Thalor), ela se envolve com uma organização criminosa e passa a agir no limite entre o crime e a legalidade.

O UOL Cinema acompanhou um dia de filmagem no Complexo Penitenciário Frei Caneca, no centro do Rio de Janeiro, desativado há três anos. Durante uma pausa nos trabalhos, de chapéu e óculos escuros sob o calor de quase 40ºC em fevereiro, o diretor de "Zuzu Angel" e "Guerra de Canudos" conta que o drama pessoal de Lúcia abrange o período de um ano, entre o dia das mães de 2005 e o do ano seguinte - dia dos atentados. Além do drama, o filme terá também elementos de ação e de crítica social, segundo o diretor. "A ambição é conseguir equilibrar os três", diz Rezende, e explica que a ação do filme não é "a dos filmes de James Bond, e sim aquela que vemos todos os dias nos telejornais".

"Salve Geral" entra na lista dos filmes recentes que abordam a criminalidade urbana. Depois dos sucessos de bilheteria "Carandiru" e "Tropa de Elite", ainda serão lançados até o fim do ano "Rota Comando", sobre a Rota paulistana, e "400 Contra 1", sobre a história do Comando Vermelho. Qual seria o motivo de tanta atenção ao tema? Andréa Beltrão, que também atua no thriller policial "Verônica", não acredita que o interesse por filmes que abordam organizações criminosas seja maior. "São simplesmente bons filmes feitos por bons diretores, por isso o sucesso", diz, antes de começar filmar a cena em visita o filho preso.

"Matéria sutil da própria vida"
Como o filme se passa em São Paulo, a diretora de arte Vera Hamburger precisou dar um ar de presídio paulista ao local. "No Frei Caneca há menos intervenção dos presos, como as barraquinhas nos pátios e os aparelhos de ginástica improvisados" diz Vera, sentada sobre um tablado de alvenaria no centro do pátio construído especialmente para o filme.

  • Eduardo Tardin/UOL Pátio do presídio Frei Caneca, no Rio de Janeiro
  • Eduardo Tardin/UOL O diretor Sérgio Rezende no intervalo das filmagens

Vera também precisou quebrar paredes para criar celas de seis presos, típicas do Carandiru, que lhe serviu de inspiração - as cenas filmadas no Frei Caneca se passam em uma prisão fictícia. "Precisávamos de um pátio para as cenas. Dava para encontrar uma fábrica e adaptar as janelas, trocando-as por grades, mas seria uma obra gigantesca, com um custo que o filme não tinha".

Os objetos feitos pelos próprios presos e abandonados no local, como bancos de madeira e armários de papel feitos com jornal enrolado, assim como colagens e pinturas nas paredes, puderam ser aproveitados nas filmagens. Mesmo assim, Vera é pragmática: "Como diretora de arte, poderia fazer isso tudo em estúdio. Tanto que em 'Carandiru' [em que trabalhou como cenógrafa] recriamos todas as celas", conta. "Construir do zero ou adaptar é apenas uma questão de tempo e dinheiro".

O diretor Sérgio Rezende vê a questão de outra forma: "Altera profundamente o trabalho [filmar em um presídio de verdade], porque somos seres humanos sensíveis. A cela do Rafa, por exemplo, tem a parede inteira com pinturas de armas. Ali, a realidade é mais poderosa que a imaginação", diz. "Isso tudo mobiliza a sensibilidade do ator. Ainda que o talento dos cenógrafos seja capaz de reconstruir aquilo tudo, no estúdio falta essa matéria sutil da própria vida".

Inspiração para o roteiro
Como então transpor para o filme a sensação de pânico que acometeu grande parte dos paulistanos naquela segunda-feira dos atentados se nem o diretor ou a protagonista estavam em São Paulo no dia? Para Andréa Beltrão, não é imprescindível ter vivenciado o pânico para encontrar o tom da sua personagem. "O medo está dentro de nós", diz.

Rezende conta que a inspiração para o roteiro do filme surgiu por acaso, quatro meses depois dos acontecimentos que ele acompanhou pela televisão. "Estava dirigindo sozinho a caminho de Minas Gerais e no meio da estrada me caiu feito um raio essa história", lembra. "Estava procurando um assunto para um filme. Procurei o Joaquim Vaz [produtor], que ficou entusiasmado", conta Rezende, que assina a versão final do roteiro, em que também trabalhou Patrícia Andrade.

Calor
Como as cenas filmadas no presídio se passam logo depois do inverno da capital paulista, o calor de verão do Rio de Janeiro incomodou. Atores e figurantes precisavam se vestir de forma adequada à estação do ano, e muitos sofreram com casacos, ternos e calças compridas. Nem Andréa Beltrão escapou, e precisou vestir um sobretudo por alguns momentos. Em outra cena, foi preciso uma pausa para secar os cabelos da atriz, molhados de suor.

  • Desenhos orinais na parede de uma cela usada no filme

Nem mesmo toda a água mineral fornecida pela produção impediu que um dos figurantes passasse mal no calor, e precisasse repousar à sombra por um tempo. Além do calor, a equipe de produção e os figurantes ainda tiveram que lidar com a falta de infra-estrutura de um local abandonado. Mato alto, mosquitos, falta de água e entulho por todos os lados.

As filmagens de "Salve Geral" começaram em outubro. Antes de passar pelo Rio de Janeiro, já tinham acontecido em Paulínia, Campinas e São Paulo. Em Paulínia foram construídos os cenários de estúdio, entre eles um dos principais do filme, que é a casa da professora Lúcia. As locações exteriores em Campinas e Paulínia foram a alternativa encontrada para representar a cidade de São Paulo nas telas, evitando todos os complicadores de se filmar na capital, conta a diretora de arte Vera Hamburger.

Mas também foram filmadas cenas em locações emblemáticas de São Paulo, como a avenida Paulista, que será mostrada completamente deserta. Sobre as cenas em Foz do Iguaçu, que seriam filmadas dali alguns dias, a diretora de arte prefere manter o suspense e não conta o que acontece. É esperar até o fim do ano para assistir nos cinemas.

Filme em DVD "Sem Controle"

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Em Sem Controle, Eduardo Moscovis é um diretor de teatro obcecado com a injustiça cometida contra o fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro, caso que iniciou o processo de extinção da pena de morte no Brasil. Estimulado por uma mulher linda e misteriosa, Danilo ensaia uma peça sobre Motta Coqueiro, com ele próprio interpretando o fazendeiro e os demais papéis vividos por pacientes psiquiátricos. Quando os limites entre real e imaginário se confundem, Danilo é forçado a reviver os fatos históricos em primeira pessoa, ciente do destino trágico de seu personagem. Repleto de personagens inusitadas e viradas surpreendentes, Sem Controle apresenta a questão da pena capital sob uma perspectiva absolutamente nova. 

Filme em DVD "Pedaços de Uma Vida"

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O jovem Barney Snow (Elijah Wood) acorda assustado no hospital. Além de seu próprio nome e de algumas imagens esparsas de um acidente de automóvel, ele não se lembra de mais nada. Sem ter para onde ir e sem ninguém ao seu lado, Barney faz daquele hospital a sua própria casa. Sua vida segue confusa, até que ele conhece Cassie (Rachael Leigh Cook), uma bela garota que visita seu irmão Mazzo (Joseph Perrino). Rapidamente Barney e Cassie se encantam um pelo outro, e finalmente o rapaz sem memória vê, pela primeira vez, uma nova esperança para recomeçar a vida. Porém, à medida em que Barney vai retomando suas lembranças e recompondo o quebra-cabeças de suas memórias, terríveis segredos que pareciam para sempre esquecidos acabam vindo à tona.

Mensagem aos psicólogos e psicólogas

Mensagem aos psicólogos e psicólogas

Caros companheiros de trabalho e luta, 

Foto Lygia Santa Maria Ayres  Dia 27 de agosto se aproxima, e gostaríamos de propor a cada um de nós psicólogos e psicólogas uma reflexão, uma análise de implicações acerca de nosso papel, lugar e poder na sociedade como profissional a serviço da vida.
Nossa profissão, que foi reconhecida em 1962, ganha hoje contornos, cores e movimentos múltiplos. Somos chamados a ocupar diferentes espaços de atuação, dentre eles, a escola, o hospital, a organização, a clínica, a universidade e o judiciário. Essa é uma conquista de todos nós. Parabéns!
Ampliar nossos territórios de intervenção é uma luta legítima. Nesse sentido temos, enquanto órgão de classe, investido energia e esforços. Entretanto, para além dos espaços conquistados, precisamos colocar em análise constantemente os efeitos que nossas práticas produzem no mundo. Problematizar demandas que nos são endereçadas também é nosso papel. Fugir do instituído e inventar outros discursos e práticas que caminham na direção da ética e do compromisso social é o nosso desafio.

Precisamos de todos nós nessa empreitada.
Parabéns pelo dia, pela escolha e pelas lutas!

Lygia Santa Maria Ayres
Conselheira-Presidente
Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro

Namoro moderno Os relacionamentos a um clique de distância. Como a turma com mais de 50 namora hoje?

Namoro moderno
Os relacionamentos a um clique de distância. Como a turma com mais de 50 namora hoje?
Por Ilana Ramos





Ah, o namoro! Antigamente era necessário um verdadeiro ritual até o homem aproximar-se da mulher, tocá-la e, muito depois, conseguir dar o primeiro beijo. Hoje, o ritual de aproximação ainda existe, mas a velocidade e a forma de se relacionar mudaram bastante. A maior independência das mulheres, a diminuição dos preconceitos e o advento da internet contribuíram para a mudança de comportamento da sociedade em torno do que antes era tão trabalhoso. E agora, como funciona o namoro moderno para quem já passou dos 50?
Quem namorou nas décadas de 1950, 1960 e 1970 fica pasmo com as mudanças que ocorreram no namoro de lá pra cá. O psicólogo e especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida diz que "o namoro passou por muitas fases e elas foram influenciadas pela época histórico-social em que o namoro ocorreu. Antes, o namoro começava nas pracinhas, em frente à igreja, e demorava até o rapaz sentir abertura para se aproximar da moça. As saídas do casal eram supervisionadas por alguém da família, inclusive quando consistia em apenas ficar sentado na sala. As mudanças que vemos hoje na forma de se namorar acompanharam a tendência do tempo".


Hoje, conhecer um novo parceiro está a dois cliques de distância – tanto para chegar quanto para ir embora. Para a mestre em Psicologia na área de estudo das subjetividades Noeli Godoy, "com o passar do tempo, as relações humanas, os encontros entre as pessoas, se tornaram cada vez mais superficiais. Antigamente, as pessoas procuravam conhecer uns aos outros antes do relacionamento. Com as tecnologias, os relacionamentos são mais fluidos e os encontros são mais superficiais. Com o clique do mouse, hoje, marca-se um encontro. As coisas tomaram uma velocidade tão grande que a superficialidade das relações aumentou na mesma proporção. Não se conhece mais tão bem o outro".


O advento do feminismo na década de 1970, o surgimento da internet e a revolução dos costumes também mudou bastante a forma de se namorar. "Os casamentos que ocorreram nas décadas de 1950 até 1970 têm durabilidade maior do que os que ocorreram nas décadas seguintes. A tolerância entre o casal era maior. Hoje, fica mais difícil tolerar o erro de uma pessoa que não se conhece direito. Antes, trabalhava-se mais o amor, a estabilidade era muito maior. Com a superficialidade dos relacionamentos atuais, não se conhece mais tão bem o parceiro. O tempo disponível para se aprofundar a relação e o conhecimento é menor", diz Noeli.


Como não podia deixar de ser, outra questão que evoluiu junto com o namoro e o relacionamento foi a traição. Segundo Noeli, "antes era mais comum a traição masculina, por questão de honra e de necessidade de se suprir os impulsos sexuais. Hoje, troca-se muito rápido de parceiro, a relação amorosa é superficial e a fidelidade já não é mais tão valorizada, por ambos os sexos. O que não se tem em casa, busca-se fora. As pessoas estão se relacionando em velocidade tão grande que, se têm uma necessidade, precisam supri-la agora. E, nesse caso, a internet é uma grande facilitadora do processo".



Série Divã: Mercedes fantasia príncipe da internet



No episódio de Divã que foi ao ar no dia 10/05, Mercedes estava correndo com Bruno (Duda Nagle) quando viu Tânia (Totia Meireles) beijando um homem maravilhoso. Na hora ela não quis constranger a amiga, mas depois procurou saber os detalhes sobre o novo romance de Tânia. A dona da galeria contou para a pintora que conheceu o tal pretendente pela internet e convenceu a amiga a embarcar no mundo virtual.
Com o auxilio de Tânia, Mercedes decidiu se arriscar em novas experiências. Primeiro, ela marcou um encontro com um pretendente chamado Lancelot, mas a experiência não foi exatamente como ela esperava. Depois do encontro frustrado, a dona da galeria conseguiu convencer Mercedes a participar de um fast date, um encontro com pretendentes que, teoricamente, se encaixavam em seu perfil, mas a noite não foi muito proveitosa para as amigas. Depois de tantas decepções, Mercedes decidiu entrar em uma sala de bate-papo direcionada a pessoas interessadas em artes plásticas. Lá ela conheceu Danilo, com quem criou diversas fantasias. A pintora hesitou na hora de tornar a fantasia real e preferiu imaginar seu príncipe encantado do que conhecer o verdadeiro rosto do amado. O que ela não podia prever era que aquele homem tão sensível por quem ela se apaixonou era Jurandir (Marcello Airoldi).
Divã é uma adaptação do livro de Martha Medeiros com texto de Marcelo Saback, direção de José Alvarenga Jr. e Fabrício Mamberti, direção geral de José Alvarenga Jr. e direção de núcleo de Jayme Monjardim.






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Projeto Criança e Consumo - Instituto Alana
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Rio segue fora do Programa Nacional de Políticas Públicas para População Adulta em Situação de Rua

Rio segue fora do Programa Nacional de Políticas Públicas para População Adulta em Situação de Rua


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Ficou apenas na expectativa a adesão do Rio de Janeiro ao Programa Nacional de Políticas Públicas para População Adulta em Situação de Rua. O prefeito Eduardo Paes frustrou os participantes da audiência pública que marcaria a adesão, realizada na Câmara Municipal na última terça-feira (16 de agosto), e não compareceu, deixando, assim de ouvir o que entidades como o Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ) têm a dizer sobre o tema.

Representante do CRP-RJ na reunião, a psicóloga e colaboradora Barbara Magalhães Dias (CRP 05/31999) lamentou a ausência do prefeito à audiência e a não adesão, e lembrou que havia, ainda, expectativa para criação de um comitê para acompanhar a efetivação do programa. Paes enviou, através do secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, um Termo de Compromisso onde “se compromete” a assinar o documento, desde que seja “compatível com as políticas adotadas pelo Município do Rio de Janeiro”.

“O prefeito não assinou o termo de adesão, ele assinou um termo de compromisso, o que não quer dizer nada. Ao final do documento ele restringe tudo o que foi dito ao longo do texto”, lamentou Barbara. A psicóloga entregou ao vereador Reimont Santa Barbara (PT) e para o Secretário de Assistência Social Rodrigo Betlhem, o manifesto contra o recolhimento compulsório de crianças e adolescentes assinado pelo Conselho e por outras entidades.

A sessão lotou o plenário da Câmara. Vereadores, profissionais de diferentes categorias, representantes da população em situação de rua e da Justiça estiveram presentes. Na bancada, além de Reimont e Bethlem, estavam o vereador Tio Carlos (DEM); a vereadora Teresa Bergher (PSDB); o vereador Dr. Jorge Manaia (PDT); a assessora especial da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Nadine Borges; o coordenador do Vicariato da Caridade Social, Padre Manoel Manangão; o promotor de Justiça, Rogério Pacheco; e a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Maria Margarida Pressburger.

Também presente, a defensora Leila Caixeiro propôs a Bethlem que a Defensoria Pública do Estado acompanhe as ações da operação “Choque de Ordem”. “Queria propor isso ao secretário Bethlem para que possamos acompanhar essa população e ver como o trabalho tem sido feito. Uniremos o útil ao agradável”, apontou. Além de Leila, o promotor Rogério Pacheco relatou como o Ministério Público tem atuado recebendo um grande número denúncias e instaurando processos relativos à violência aos moradores de rua, mas ainda não informou os resultados dos processos.
18 de Agosto de 2011

A Liga - Neoescravidão


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Reunião Científica 29/08/2011 - Dr. Serge Tisseron

A UERJ, sob os auspícios da Associação Internacional de Psicanálise de Casal e Família (AIPCF) e em parceria com a PUC-Rio e a SPRJ, está  trazendo o Dr. Serge Tisseron para curso e palestras sobre Terapia Familiar Psicanalítica no Rio de Janeiro. No dia 29 de agosto, às 20h30, na sede da SPRJ, o Dr. Tisseron ministrará palestra sobre o tema Vergonha e Empatia.
 

Café filosófico ao vivo na internet na sexta e a programação da semana

 
             

Siro Darlan: 'Do insulto à injúria'

               Siro Darlan: 'Do insulto à injúria'



Siro Darlan é desembargador da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio



http://blog.opovo.com.br/direitoeinformacao/files/2010/10/Siro-Darlan.jpg "Pouco mais de 24 horas se passaram desde que a juíza Patrícia Lourival Acioli foi chacinada. Quando se pensava que a covardia desse ato ficaria restrita a ele próprio — um insulto em forma de cusparada de sangue na cara do País —, se vê a ele somada a injúria da empáfia das autoridades públicas, especialmente as do Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

O atual presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro se apressa em justificar o injustificável: o motivo para uma juíza que até as paredes do Fórum de São Gonçalo sabiam ameaçada de morte estar completamente à mercê de seus matadores é singelo: ela não requisitara proteção, por ofício. Não obstante, sem ofício, ou melhor, de ofício, sua segurança, conforme avaliação (feita por quem? com base em que critérios?) do próprio tribunal, havia minguado na proporção inversa do perigo a que a juíza diariamente se via submetida. Fica, assim, solucionado o crime: Patrícia cometeu suicídio. Foi atingida por si mesma, 21 vezes, vítima de sua caneta perdida, que se encontrava a desperdiçar tempo mandando para a cadeia milicianos e todo tipo de escória que cresce à sombra do Estado, de sua corrupção e de sua inoperância.

Patrícia era uma incompetente, uma servidora pública incapaz de fazer um ofício! Não é isso que o senhor quer dizer, Presidente?

Que vergonha, Exa.! Por que no te callas? Melhor: renuncie ao seu cargo. No mínimo será muito difícil seguir à frente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, com a morte de Patrícia em suas costas. Ela está agarrada ao seu corpo e ao do seu antecessor, como uma chaga pestilenta. Sua permanência no ambiente dá asco e ânsia de vômito.

Qualquer pessoa que assistisse ao noticiário televisivo, que lesse jornal ou que tivesse acesso a algum outro veículo de imprensa nacional tinha conhecimento da situação de Patrícia e de que sua vida estava em risco. Não a Presidência do TJRJ. Segundo palavras do ex-presidente daquele órgão, seu único contato com a juíza se deu numa ocasião em que esta por ele foi chamada para prestar esclarecimentos a respeito de um entrevero que tivera com um namorado. O fato chegou às folhas e S. Exa., o então Chefe do Judiciário, se sentia no dever de agir logo, chamando às falas (sem ofício) a subordinada que colocava em xeque a imagem do Poder por ele gerido. Mas, para proteger a vida de Patrícia – ah, aí é querer muito! — era fundamental um ofício! E fico a pensar: em quantas vias? 21? As cópias deveriam ser em carbono azul ou seria possível usar um modelo vermelho sangue?

Era necessário que a magistrada juntasse ao expediente um mapa com a localização do Fórum de São Gonçalo, talvez? Ou um comprovante de residência? Atestado de bons antecedentes? Declaração dos futuros assassinos afirmando que a ameaça era real (a lista encontrada com o ‘Gordinho’ não tinha firma reconhecida, nem era autenticada, afinal).

Não tentem ler a minha mente, sem antes chamar um exorcista. Magistrados de primeira instância, uni-vos! Vossa integridade física está à mercê da fortuna. Vossa vida a depender de uma folha de papel. Vossas famílias nas mãos de mentecaptos. Marginais e milicianos em geral devem estar com a dentadura escancarada num esgar de romance policial. Bastaram duas motos, dois carros, um bando de vermes, 21 tiros e poucos segundos para derrubar o castelo de cartas que era a imagem da Justiça no Estado do Rio. Com tão pouco se revelou a podridão de um reino de faz-de-conta, o que contrasta com o quanto foi necessário para liquidar uma mulher só.

Um Poder sem força, sem visão, sem preparo; um setor do serviço público que se transformou, em verdade, numa grande empreiteira; quando não em um balcão de negócios (quebre-se o silêncio!). É inacreditável que a mais alta autoridade judicial do Estado sequer ruborize ao dizer que a proteção de uma juíza comprovadamente listada como alvo da milícia dependia de um pedido escrito. A declaração do magistrado-mor revela aos interessados em seguir matando juízes que o “Poder” por ele administrado não tem a menor ideia da realidade enfrentada pelos julgadores de primeira instância. Precisa ser provocado, cutucado, instado. O pleito de auxílio aos que dele carecem deve passar por um processo, um crivo que, como se viu, é muito eficiente, se o resultado perseguido for a eliminação daquele que precisa ser protegido. O Judiciário não realiza, por sua conta, qualquer controle, não mantém investigação permanente, não monitora seus inimigos: é um Poder-banana.

Os juízes de direito, de agora em diante, se transformaram na versão nacional do dead man walking (expressão gritada pelos guardas quando acompanham os sentenciados até o local da execução, nos presídios com corredor-da-morte, nos EUA). Os próximos serão os promotores, os delegados de polícia (os agentes penitenciários já são eliminados de há muito, assim como os jornalistas), os homens de confiança do Secretário de Segurança e este mesmo. Governador, tremei. Quem há-de impedir que isso ocorra?

A temporada de caça está aberta. A porta do Judiciário era sem trinco e agora não adianta colocá-lo. Tarde demais. Até que a Justiça se mova e organize um sistema de autodefesa pró-ativo (e não movido à base de papeluchos), muitos perderão a vida. O crime não precisa se organizar. Basta conhecer o endereço do juiz, discando 102.

Pior: doravante, será mais do que suficiente um olhar de soslaio do réu para que o juiz assine — trêmulo, mas de pronto — o alvará de soltura. Eu, no lugar de qualquer deles, assinaria. Você não? Bem-vindos à terra sem lei, sem vergonha e sem senso de ridículo.

Não se esqueçam de Patrícia Acioli!"
O desembargador Siro Darlan enviou artigo ao DIA no fim de semana criticando a chefia do Tribunal de Justiça do Rio na proteção à juíza Patrícia Acioli

Arnaldo Jabor "A Herança Maldita"

http://www.portalflavour.com/noticias/imgs/arnaldo_jabor.jpg 

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A felicidade é uma obrigação de mercado

A felicidade é uma obrigação de mercado

Publicado em 12/05/2011
Fonte: Arnaldo Jabor.
Arnaldo Jabor
Desculpem a autorreferência, que é vitupério - mas, estou terminando meu filme A Suprema Felicidade, que me tomou três anos, entre roteiro, preparação e filmagem. Agora, sairá a primeira cópia.
Amigos me perguntam: "Que é essa tal de A Suprema Felicidade? Onde está a felicidade?" Eu penso: que felicidade? A de ontem ou a de hoje?
Antigamente, a felicidade era uma missão a ser cumprida, a conquista de algo maior que nos coroasse de louros; a felicidade demandava "sacrifício". Olhando os retratos antigos, vemos que a felicidade masculina estava ligada à ideia de "dignidade", vitória de um projeto de poder. Vemos os barbudos do século 19 de nariz empinado, perfis de medalha, tirânicos sobre a mulher e os filhos, ocupados em realizar a "felicidade" da família. Mas, quando eu era criança, via em meus parentes, em minha casa, que a tal felicidade era cortada por uma certa tristeza, quase desejada. Já tinha começado o desgaste das famílias nucleares pelo ritmo da modernidade.
Hoje, a felicidade é uma obrigação de mercado. Ser deprimido não é mais "comercial". A infelicidade de hoje é dissimulada pela alegria obrigatória. É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. Esta "felicidade" infantil da mídia se dá num mundo cheio de tragédias sem solução, como uma "disneylândia" cercada de homens-bomba.
A felicidade hoje é "não" ver. Felicidade é uma lista de negações. Não ter câncer, não ler jornal, não sofrer pelas desgraças, não olhar os meninos malabaristas no sinal, não ter coração. O mundo está tão sujo e terrível que a proposta que se esconde sob a ideia de felicidade é ser um clone de si mesmo, um androide sem sentimentos.
O mercado demanda uma felicidade dinâmica e incessante, cada vez mais confundida com consumo, como uma "fast-food" da alma. O mundo veloz da internet, do celular, do mercado financeiro nos obriga a uma gincana contra a morte ou velhice, melhor dizendo, contra a obsolescência do produto ou a corrosão dos materiais.
A felicidade é ter bom funcionamento. Há décadas, o precursor McLuhan falou que os meios de comunicação são extensões de nossos braços, olhos e ouvidos. Hoje, nós é que somos extensões das coisas. Fulano é a extensão de um banco, sicrano comporta-se como um celular, beltrana rebola feito um liquidificador. Assim como a mulher deseja ser um objeto de consumo, como um "avião", uma máquina peituda, bunduda, o homem também quer ser uma metralhadora, uma Ferrari, um torpedo inteligente, e mais que tudo, um grande pênis voador.
A ideia de felicidade é ser desejado. Felicidade é ser consumido, é entrar num circuito comercial de sorrisos e festas e virar um objeto de consumo. Não consigo me enquadrar nos rituais de prazer que vejo nas revistas. Posso ter uma crise de depressão em meio a uma orgia, não tenho o dom da gargalhada infinita, posso broxar no auge de uma bacanal. Fui educado por jesuítas, para quem o sorriso era quase um pecado, a gargalhada um insulto.
Bem - dirão vocês -, resta-nos o amor... Mas, onde anda hoje em dia, esta pulsão chamada "amor"?
O amor não tem mais porto, não tem onde ancorar, não tem mais a família nuclear para se abrigar. O amor ficou pelas ruas, em busca de objeto, esfarrapado, sem rumo. Não temos mais músicas românticas, nem o lento perder-se dentro de "olhos de ressaca", nem o formicida com guaraná. Mas, mesmo assim, continuamos ansiando por uma felicidade impalpável.
Uma das marcas do século 21 é o fim da crença na plenitude, seja no sexo, no amor e na política.
Se isso é um bem ou um mal, não sei. Mas é inevitável. Temos de parar de sofrer romanticamente porque definhou o antigo amor... No entanto, continuamos - amantes ou filósofos - a sonhar como uma volta ao passado que julgávamos que seria harmônico. Temos a nostalgia lírica por alguma coisa que pode voltar atrás. Não volta. Nada volta atrás.
Sem a promessa de eternidade, tudo vira uma aventura. Em vez da felicidade, temos o gozo rápido do sexo ou o longo sofrimento gozoso do amor; só restaram as fortes emoções, a deliciosa dor, as lágrimas, motéis, perdas, retornos, desertos, luzes brilhantes ou mortiças, a chuva, o sol, o nada. O amor hoje é o cultivo da "intensidade" contra a "eternidade". O amor, para ser eterno hoje em dia, paga o preço de ficar irrealizado. A droga não pode parar de fazer efeito e, para isso, a "prise" não pode passar. Aí, a dor vem como prazer, a saudade como excitação, a parte como o todo, o instante como eterno. E, atenção, não falo de "masoquismo"; falo do espírito do tempo.
Há que perder esperanças antigas e talvez celebrar um sonho mais efêmero. É o fim do "happy end", pois na verdade tudo acaba mal na vida. Estamos diante do fim da insuportável felicidade obrigatória. Em tudo.
Não adianta lamentar a impossibilidade do amor. Cada vez mais o parcial, o fortuito é gozoso. Só o parcial nos excita. Temos de parar de sofrer por uma plenitude que nunca alcançamos.
Hoje, há que assumir a incompletude como única possibilidade humana. E achar isso bom. E gozar com isso.
Não há mais "todo"; só partes. O verdadeiro amor total está ficando impossível, como as narrativas romanescas. Não se chega a lugar nenhum porque não há onde chegar. A felicidade não é sair do mundo, como privilegiados seres, como estrelas de cinema, mas é entrar em contato com a trágica substância de tudo, com o não sentido, das galáxias até o orgasmo. Usamos uma máscara sorridente, um disfarce para nos proteger desse abismo. Mas esse abismo é também nossa salvação. A aceitação do incompleto é um chamado à vida.
Temos de ser felizes sem esperança. E este artigo não é pessimista...

Livro "Sobre a Morte e o Morrer"

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Elisabeth Kübler-Ross, médica, é a mulher que mudou a maneira como o mundo pensava sobre a morte e o morrer. Através de seus vários livros e muitos anos de trabalho com crianças, pacientes de AIDS e idosos portadores de doenças fatais, Kübler-Ross trouxe consolo e compreensão para milhões de pessoas que tentavam lidar com a própria morte ou com a de entes queridos. Hoje, enfrentando a perspectiva da morte aos setenta e um anos, essa médica internacionalmente famosa conta a história de sua vida e aprofunda sua verdade final: a morte não existe.
Escrita com franqueza e entusiasmo, a autobiografia de Kübler-Ross reconstitui o desenvolvimento intelectual e espiritual de um destino. As convicções que enfrentaram dogmas, preconceitos e críticas, já estavam presentes na menina suíça, quando a jovem Elisabeth se viu pela primeira vez diante das injustiças do mundo e jurou acabar com elas.
Do seu trabalho na Polônia devastada pela guerra à sua forma pioneira de aconselhamento terapêutico aos doentes terminais, a seus já lendários seminários sobre a morte e o processo de morrer na Universidade de Chicago, às suas surpreendentes conversas com os que reviveram depois da morte, cada experiência proporcionou a Kübler-Ross uma peça do quebra-cabeça. Em uma cultura determinada a varrer a morte para debaixo do tapete e escondê-la ali, Kübler-Ross desafiou o senso comum ao trazer e expor essa etapa final da existência para que não tivéssemos mais medo dela.
Sua história é uma aventura do coração, vigorosa, controvertida, inspiradora, um legado à altura de uma vida extraordinária.
“As pessoas sempre me perguntam como é a morte. Digo-lhes que é sublime. É a coisa mais fácil que terão que fazer. A vida é dura. A vida é luta. Viver é como ir à escola. Dão a você muitas lições a estudar. Quanto mais você aprende, mais difíceis ficam as lições. Quando aprendemos as lições, a dor se vai.”

Livro "A Morte e o Morrer"



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A Dra. Magali R. Boemer, nascida em Rio Claro, SP, formou-se pela Escola de Enfermagem da USP de
Ribeirão Preto, em 1968. Completou seu mestrado em 1975 e seu doutoramento em 1985, tendo sido professora dessa Escola de 1969 a 1994. Atualmente aposentada da universidade, ela continua a participar de cursos de Pós-Graduação e coordena projeto de investigação sobre o tema da morte. Ao longo de sua carreira, tem estado profundamente envolvida na questão da morte e suas facetas, interligadas à perspectiva do cuidar. Em sua trajetória acadêmica, vem publicando inúmeros trabalhos e participa de congressos e simpósios em diversas partes do Brasil e América Latina. Até hoje, ministra curso de Pós-Graduação no Chile nessa área. A partir da experiência descrita neste livro –fruto de sua tese de doutoramento– vem-se preocupando em formar recursos humanos para interagir no cotidiano do hospital, onde a morte e o morrer estão presentes.

O hospital, ao menos até a metade do século passado, não era propriamente um local de cura, mas antes um local de morrer. Pacientes com boa situação financeira eram atendidos em casa. A morte era parte da história familiar. De lá para cá, essa situação inverteu-se e, em paralelo com o desenvolvimento médico tecnológico, o hospital tornou-se uma instituição da saúde. Apesar de soluções que, há algumas décadas, sequer se imaginava ser possível encontrar, os avanços médicos não podem alterar aquilo que é inerente da condição de ser vivo: morrer. A despeito dos esforços pela vida de cada paciente, é intrínseco à vida que cada um, um dia, irá morrer.

Esse fato cria uma aparente contradição para os profissionais de "saúde": um dos elementos mais essenciais da condição humana é a antítese dos esforços hospitalares. A morte parece ser encarada com a derrota dos profissionais da saúde. O aumento da tecnologia não veio acompanhado com um aumento do preparo pessoal dos profissionais da área. De fato, talvez tenha havido um retrocesso, uma vez que hoje escondemos, negamos algo tão natural quanto o nascimento.

Magali R. Boemer mostra, neste livro, o contato do hospital –em seu sentido mais amplo, incluindo os familiares– com o paciente terminal. Seus relatos de vários pacientes nessa fase especial de sua vida expõe as dificuldades de todos, mostrando um universo pouco conhecido, difícil, mas inerente à vida mesma. Depois, apoiada em Heidegger, procura entender a questão do Ser em seus desdobramentos ligados ao paciente terminal e aos que estão com ele.

A Morte e o Morrer, ao contrário da tendência de simular a inexistência da morte, vai de encontro a ela, descobrindo um universo que não deixa de ser repleto de significado –tanto quanto o tem o restante da vida. Assim, surge um texto que é uma referência para todos os que lidam com a questão da morte, sejam profissionais –enfermeiros, médicos, assistentes, etc.– ou não.

Conteúdo:

Prefácio de Joel Martins
I. Introdução
II. A temporalidade da autora
III. O Morrendo. Encontros com pacientes terminais
IV. Compreensão do paciente terminal
V. Considerações finais
Bibliografia

Filme em DVD "Um Ato de Coragem"

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John Q. Archibald (Denzel Washington) é um homem comum, que trabalha em uma fábrica e vive feliz com sua esposa Denise (Kimberly Elise) e seu filho Michael (Daniel E. Smith). Até que Michael fica gravemente doente, necessitando com urgência de um transplante de coração para sobreviver. Sem ter condições de pagar pela operação e com o plano de saúde de sua família não cobrindo tais gastos, John Q. se vê então numa luta contra o tempo pela sobrevivência de seu filho. Em uma atitude desesperada, ele então decide tomar como refém todo o setor de emergência de um hospital, passando a discutir uma solução para o caso com um negociador da polícia (Robert Duvall) e com um impaciente chefe de polícia (Ray Liotta), que deseja encerrar o caso o mais rapidamente possível.




Filme em DVD "Tabu"


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Em Tabu Jasira, uma garota de 13 anos, entrando na adolescência. Durante a guerra do Iraque, ela vive com sua ãe americana e o futuro padrasto, que está encantado com a crescente maturidade da garota. Por isso, sua mãe a envia para o Texas com seu rígido pai Libanês. Este trata de educá-la nos valores tradicionais da cultura muçulmana. Entretanto, Jasira segue sem saber muito bem o que fazer com a sua sexualidade quando nota como seu corpo afeta os homens que a rodeiam, em especial seu vizinho (Aaron Eckhart), um atraente e intolerante soldado da marinha.

Espetáculo Marias brasilianas

 
Prefeitura do Rio, Secretaria Municipal de Cultura, Teatro Carlos Gomes
 e TEAR apresentam
Show Marias Brasilianas: a arte do fio.
30 de agosto de 2011, às 19 h
Teatro Carlos Gomes - Praça Tiradentes, 19 – Centro / Rio de Janeiro - (21) 2232-8701
Entrada: R$ 1,00
Esta apresentação faz parte do Projeto 7 em ponto.
Instituto de Arte TEAR
Rua Pereira Nunes, 138 – Tijuca  TEL: 21 3238-3690/ 2238-4927

Conheça oito famosos que superaram o câncer e voltaram a trabalhar

Conheça oito famosos que superaram o câncer e voltaram a trabalhar

O ator Reynaldo Gianecchini está em tratamento para curar linfoma
O ator Reynaldo Gianecchini está em tratamento para curar linfoma (TV Globo/Divulgação/Bob Paulino)
O anúncio de um linfoma no ator Reynaldo Gianecchini gerou um clima de comoção e solidariedade entre os brasileiros. O mesmo ocorreu em outras ocasiões em que artistas declararam estar com câncer.  
Um dos casos mais recentes é o da atriz Drica Moraes, que surpreendeu fãs e colegas de trabalho com a informação de que estava com leucemia. Depois de um transplante de medula e encarar sessões de quimioterapia, a atriz volta a retomar seus trabalhos na televisão. 
Outros exemplos emblemáticos de figuras públicas que venceram o câncer são de Hebe Camargo, diagnosticada com tumor no peritônio (membrana que reveste o aparelho digestivo) em 2010, e de Ana Maria Braga, curada há nove anos de um nódulo no reto.
Conheça abaixo outros casos de celebridades brasileiras que superaram a doença.

Marcia Cabrita

 
A atriz criou um blog para relatar sua superação do câncer no ovário Desde março de 2010, a atriz alimenta o blog Força na Peruca em que fala sobre a experiência de passar por um câncer no ovário. Atualmente, ela está curada, mas não abandonou o diário online onde continua expressar seus pensamentos e sentimentos sobre o tema.

Hebe Camargo

 
A apresentadora posa em seu jardim após enfrentar a doença No início de 2010, a apresentadora Hebe Camargo foi diagnosticada com câncer no peritônio (membrana que reveste o aparelho digestivo). Considerada rara, a doença foi detectada em fase de metástase. O tratamento, porém, surtiu efeito rapidamente e, alguns meses mais tarde, um exame clínico comprovou que o organismo de Hebe estava livre de células cancerígenas.


Patricia Pillar

A atriz posou careca durante o tratamento Foi durante o autoexame em 2001 que a atriz Patricia Pillar sentiu um nódulo em seu seio esquerdo. Depois de uma cirurgia para a retirada do tumor e sessões de quimioterapia, a atriz foi considerada curada pelos médicos. Sua última presença na televisão foi uma participação especial na novela Passione, em 2010.

Glória Perez

 
A novelista se curou de tumor nos gânglios linfáticos Há dois anos, a autora de novelas Glória Perez vivia a mesma situação de Reynaldo Gianecchini: recebeu o diagnóstico de linfoma, câncer que acomete o sistema linfático. Na época, acabava de estrear a novela Caminho das Índias, de sua autoria. Ela nunca parou de trabalhar. A roteirista alternava redação de capítulos com sessões de quimioterapia.


Ana Maria Braga

A apresentadora superou câncer de pele e no reto Ana Maria Braga têm um histórico de reincidência - e também de superação. Seu primeiro contato com a doença foi um câncer de pele, em 1991. Cerca de sete anos depois a apresentadora retirou um tumor benigno no útero. Em julho de 2001, Ana Maria Braga surpreendeu a todos ao anunciar ao vivo, no programa Mais Você, que estava com câncer no reto. Durante o tratamento, ela apresentou careca o programa matinal da Globo por causa dos efeitos da quimioterapia que fazem cair os cabelos. Desde 2002, exames rotineiros não detectaram mais indícios de câncer no organismo da apresentadora.

Drica Moraes

 
A atriz foi surpreendida com diagnóstico de leucemia Depois de ser internada com dores e desmaios, a atriz Drica Moraes foi diagnosticada com leucemia, um tipo de câncer que afeta a medula óssea, em 2010. Seis meses mais tarde, a artista gravou um vídeo em campanha publicitária contra o linfoma. O tratamento da doença incluiu transplante de medula, transfusão de sangue e sessões de quimioterapia. Neste ano, a atriz gravou cenas da novela Ti Ti Ti.

Herson Capri

 
O ator, atualmente no ar como o banqueiro Cortez em Insensato Coração, já teve câncer no pulmão O ator, atualmente no ar como o banqueiro Cortez na novela Insensato Coração, descobriu que tinha um nódulo no pulmão esquerdo há 12 anos. O câncer foi descoberto durante exames preliminares para uma cirurgia de lipoaspiração. Após a retirada do tumor, Herson Capri não apresentou mais sintomas.

Martinho da Vila

 
O sambista enfrentou um tumor na prostáta O sambista teve que retirar a próstata por causa de um câncer há dez anos. Depois de um longo período de recuperação, o músico continua a compor e a fazer shows normalmente.

Linfoma não-Hodgkin afeta mais os homens

Conheça os sintomas, diagnóstico e tratamento da doença que afeta Reynaldo Gianecchini

Nesta quarta-feira, o ator Reynaldo Gianecchini, 38 anos, foi diagnosticado com um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que afeta células do sangue e atinge mais homens que mulheres (na proporção de 3 homens para cada 2 mulheres). Outra particularidade da doença é o fato de que ela é mais comum entre pessoas que estão com o sistema imunológico comprometido, como pacientes que passaram por algum tipo de transplante e os que foram contaminados com o vírus HIV. No Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), houve, em 2009 (último dado disponível), 4.900 novos casos em homens e 4.200 em mulheres. No ano passado, a presidente Dilma Rousseff foi diagnosticada com a mesma doença.
 
1. O que é linfoma?
É o termo usado para designar os tumores cancerígenos no sistema linfático, formado por vasos finos e gânglios (linfonodos) que atuam na defesa do organismo levando nutrientes e água às células e retirando resíduos e bactérias.
 
2. Quais os tipos existentes? Qual afetou Reynaldo Gianecchini?
Existem duas categorias: o linfoma de Hodgkin e o linfoma Não-Hodgkin. Há dezenas de tipos de linfomas dentro dessas categorias - uma lista dinâmica, em atualização constante. O linfoma de Hodgkin é mais raro e atinge na maioria jovens e pessoas de meia idade. Já o Não-Hodgkin, como o que afetou o ator e a presidente Dilma Rousseff, responde por 90% dos casos e atinge sobretudo pessoas com mais de 55 anos. Os linfomas são classificados em quatro estágios. No estágio 1, observa-se envolvimento de apenas um grupo de linfonodos. Já no estágio 4, há envolvimento disseminado dos linfonodos.
 
3. Existe apenas um tipo de Linfoma não-Hodgkin?
Os linfomas não Hodgkin são, na verdade, um grupo de cânceres correspondente a mais de 20 doenças diferentes. A maioria (85%) atinge os linfócitos B e menos de 15% são de células T.
 
4. Existem causas conhecidas?
Na maioria das ocorrências, não é possível definir o que causou o linfoma. Mas já são conhecidos alguns fatores de risco para o surgimento da doença. Os principais são:
- Sistema imune comprometido - Pessoas com deficiência de imunidade, em conseqüência de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo HIV, têm maior risco de desenvolver linfomas. Pacientes portadores dos vírus Epstein-Bar e HTLV1 e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas) têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma.
- Exposição química - Os linfomas estão também ligados à exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes. Herbicidas e inseticidas têm sido relacionados ao surgimento de linfomas em estudos com agricultores e outros grupos de pessoas que se expõem a altos níveis desses agentes químicos. A contaminação da água por nitrato, substância encontrada em fertilizantes, é um exemplo de exposição que parece aumentar o risco de ocorrência.
- Exposição a altas doses de radiação.
 
 
5. Quais os sintomas?
O principais sintomas são aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha; sudorese noturna excessiva; febre; prurido (coceira na pele); e perda de peso inexplicada, sem infecções aparentes. A lista pode incluir outros sintomas que dependem da localização do tumor. Se a doença ocorre na região do tórax, por exemplo, os sintomas podem ser de tosse, falta de ar e dor torácica.
 
6. Como se diagnostica o linfoma?
São necessários vários tipos de exames para determinar o tipo exato de linfoma e esclarecer outras características, reunindo informações úteis para a escolha do tratamento mais eficaz. Os métodos utilizados são:
- Biópsia, ou retirada e análise de uma pequena porção de tecido, em geral linfonodos.
- Exames de imagem.
- Estudos celulares, que incluem, entre outros, a análise de cromossomos. Novos testes, bastante promissores, surgem a partir de trabalhos com a análise do genoma.
 
7. Quais os tratamentos?
A maioria dos linfomas é tratada com quimioterapia, radioterapia ou ambos. A quimioterapia consiste na combinação de duas ou mais drogas, sob várias formas de administração, de acordo com o tipo de linfoma. A radioterapia normalmente é usada para reduzir a carga tumoral em locais específicos, aliviar sintomas relacionados ao tumor e também consolidar o tratamento quimioterápico, diminuindo as chances de recaída em certas áreas do organismo mais suscetíveis.
 
8. Quais as chances de cura?
As chances de cura variam muito e dependem fundamentalmente do estágio em que a doença é diagnosticada e do tipo de linfoma. Hoje, o cálculo do risco baseia-se nesses dois fatores e no chamado índice prognóstico, que considera uma série de características do paciente. Algumas condições, como ter 60 anos ou mais, sofrer de anemia e ter presença elevada de determinadas enzimas no organismo, elevam o índice e portanto o risco.
 
9. Existem formas de prevenção da doença?
Assim como em outros tipos de câncer, é possível que dietas ricas em verduras e frutas tenham efeito protetor contra o desenvolvimento de linfomas. Os especialistas, contudo, lembram que ainda não existem formas de prevenção comprovadas.

 

Fonte: Revista Veja