JÔ SOARES FALA SOBRE SEU FILHO AUTISTA

JÔ SOARES FALA SOBRE SEU FILHO AUTISTA


Do seu primeiro casamento nasceu Rafael, hoje com 38 anos. Quando fala das habilidades do filho, Jô se emociona. Ele toca piano, faz programa de rádio em casa, fala inglês, aprendeu a ler sozinho aos 4 anos de idade. Tem o jeito de andar de bonequinho, o humor e a musicalidade do pai. Sofre do chamado autismo "de alto nível", como o personagem vivido por Dustin Hoffman em Rain Man. Rafael possui uma boa capacidade de comunicação e inteligência, mas tem dificuldades motoras e vive em uma espécie de mundo particular. "Estávamos em uma loja de livros e o Rafinha separou vinte para levar", conta Jô. "Pedi que escolhesse alguns e ele me respondeu: 'Não quero nenhum. Escolher é perder sempre'." Jô lembra-se com desvelo de outras boas sacadas do filho, como quando disse durante uma partida do Fluminense que o grito de guerra das torcidas estava desafinado. "Ele é genial." "O Rafinha é diferente. Mas hoje eu não queria ter um filho diferente dele."

Intervenção pedagógica para alunos com deficiência mental e autismo - Currículo Funcional Natural - Com Maryse Suplino

Intervenção pedagógica para alunos com deficiência mental e autismo - Currículo Funcional Natural - Com Maryse Suplino




A conferencista  fala de uma metodologia utilizada na educação de pessoas com deficiência, principalmente autismo, que tem se mostrado eficaz para aquisição de habilidades e redução significativa de comportamentos inadequados.


Instituto Ann Sullivan

Rua Bolívia, n 51 - Engenho Novo - Rio de Janeiro

Telefone: (21) 2581-3473

Mary Suplino

email: suplino@suplino.ig.com.br

Livro Angústia - Graciliano Ramos

Livro Angústia - Graciliano Ramos

 

 

Luís da Silva tem 35 anos, é funcionário público, escreve eventualmente para os jornais e leva uma existência que se poderia considerar, em todos os aspectos, ordinária. No entanto, o seu mundo interior, cheio de "estranhos hiatos", está longe de ser banal. Narrador de sua própria história, Luís da Silva vive ruminando frustrações intelectuais, memórias da infância, o desejo incontrolável pela vizinha Marina e o ódio pelo bem-sucedido Julião Tavares, que lhe rouba a pretendente.

Escrito num andamento de pesadelo, mas com a concretude do pequeno detalhe cotidiano que é a marca do estilo de Graciliano Ramos (1892-1953), Angústia faz uma lenta imersão na consciência desse personagem complexo e atormentado, que afunda no inferno do ciúme e do ressentimento até cometer um ato extremo.

Como bem observou o crítico Otto Maria Carpeaux, "todos os romances de Graciliano Ramos são tentativas de destruição" - e este não foge à regra. "Não sou um rato, não quero ser um rato", repete para si o protagonista.

Lançado em 1936, quando o autor estava preso pelo governo de Getúlio Vargas, o livro ganhou o prêmio "Lima Barreto", da Revista Acadêmica, e contribuiu para fazer de Mestre Graça (como era conhecido pelos amigos) um dos maiores escritores da literatura brasileira.

 

Trecho do livro:

 

Levantei-me há cerca de trinta dias, mas julgo que ainda não me restabeleci completamente. Das visões que me perseguiam naquelas noites compridas umas sombras permanecem, sombras que se misturam à realidade e me produzem calafrios.

Há criaturas que não suporto. Os vagabundos, por exemplo. Parece-me que eles cresceram muito, e, aproximando-se de mm, não vão gemer peditórios: vão gritar, exigir, tomar-me qualquer coisa.

Certos lugares que me davam prazer tornaram-se odiosos. Passo diante de uma livraria, olho com desgosto as vitrinas, tenho a impressão de que se acham ali pessoas exibindo títulos e preços nos rostos, vendendo-se. É uma espécie de prostituição. Um sujeito chega, atenta, encolhendo os ombros ou estirando  o beiço, naqueles desconhecidos que se amontoam por detrás do vidro. Outro larga uma opinião à toa. Basbaques escutam saem. E os autores, resignados, mostram as letras e os algarismos, oferecendo-se como as mulheres da Rua da Lama.

Vivo agitado, cheio de terrores, uma tremura nas mãos, que emagrecem. As mãos já não são minhas; são mãos de velho, fracas e inúteis. As escoriações das palmas cicatrizaram.

Impossível trabalhar. Dão-me um ofício, um relatório, para datilografar, na repartição. Até dez linhas vou bem. Daí em diante a cara balofa de Julião Tavares aparece em cima do original, e os meus dedos encontram no teclado uma resistência mole de carne gorda....

Zygmunt Bauman e a pós modernidade

Debate entre Marcelo Freixo, Wagner Moura e José Padilha, na TV ALERJ, sobre o TROPA II



Um bate-papo incrementado sobre segurança pública e política com o Marcelo Freixo, o ator Wagner Moura e o cineasta José Padilha. O trio participou do programa Alerj Debate que foi ao ar no dia 12/4/12. José Padilha falou sobre a concepção dos filmes Tropa de Elite 1 e 2, Moura explicou como construiu o personagem do policial militar Nascimento e Freixo revelou suas impressões sobre o personagem Diogo Fraga, inspirado no deputado da vida real. No centro do debate, eles discutiram como se dá na sociedade a conexão entre o crime e a legalidade, em torno da disputa por poder e dinheiro. Cada um dos participantes oferece o seu ponto de vista sobre as relações quase sempre escusas e perigosas entre políticos, agentes da segurança pública e do crime organizado, por exemplo, em milícias que controlam com suas armas territórios que exploram economicamente e politicamente, na forma de currais eleitorais, no Rio de Janeiro.

Coraline: psicanálise em desenho animado

Coraline: psicanálise em desenho animado

A animação de Neil Gaiman é uma metáfora dolorosa sobre a passagem para a vida adulta

Gisela Anauate

 Reprodução

Chapeuzinho Vermelho, João e Maria... Os contos de fada estão repletos de questões freudianas, assustadoras para as crianças, como o início da puberdade e o abandono dos pais. No livro Psicanálise dos Contos de Fada, o estudioso Bruno Bettelheim diz que, ouvindo ou lendo essas histórias, as crianças encaram vários medos, e acabam lidando com eles. Coraline e o mundo secreto, em cartaz no cinema, é bem mais "psicanalítica" nesse aspecto. O filme é uma adaptação do livro Coraline (Rocco), uma fábula escrita pelo quadrinista e romancista Neil Gaiman (famoso pela série Sandman).

 Reprodução

A animação, de traços bonitos e pegada dark, traz uma charmosa e mal-humorada menina de cabelo azul: Coraline, que os desavisados insistem em chamar de “Caroline”, para sua imensa irritação. Ela se muda com os pais, dois autores de catálogos de jardinagem, para um palacete desbotado, num lugar onde só chove e nada parece interessante. Para completar, a menina não tem nenhum amigo, seus pais são dois chatos que não lhe dão atenção e os vizinhos são um bando de malucos. À noite, durante o sono, Coraline é despertada por um camundongo e, na sala da casa, descobre uma portinha misteriosa parecida com a que leva Alice ao País das Maravilhas. É como uma porta para seu inconsciente. Do outro lado, ela encontra uma casa quase idêntica à sua, mas muito mais bonita e arrumada. E, para sua surpresa, habitada por pais quase iguais aos seus, mas muito mais amáveis – e com botões no lugar dos olhos.

No novo mundo, os seres cozinham guloseimas, inventam mágicas, produzem espetáculos e fazem qualquer coisa para deixá-la feliz. A cada vez que passa pela portinha, no entanto, a esperta Coraline vai notando que há algo errado como esse sonho egocêntrico e esses pais-bonecos. A sua “outra mãe”, aparentemente superbacana, quer aprisioná-la com seu amor sufocante. A menina terá de superar seus desejos e passar por uma série de provações fantásticas para se salvar da bruxa superprotetora. As crianças podem ficar assustadas de verdade. Afinal, não é nada fácil crescer.



Livro Psicanálise dos Contos de Fadas

O Livro Psicanálise dos Contos de Fadas, publicado pela Bertand Editora (8ª Ed, 1999) leva os leitores numa maravilhosa viagem aos contos de fadas através da perspectiva psicológica e social.
Bruno Bettelheim, psicólogo infantil reconhecido mundialmente pelo seu trabalho com crianças autistas, Doutorado pela universidade de Viena e radicado nos Estados Unidos da América, reflecte profundamente sobre os efeitos benéficos dos contos infantis na criança, senão também nos adultos, ajudando pais, educadores, professores e outros profissionais que atuam junto das crianças a compreender os fantásticos impactos dos contos no desenvolvimento pessoal, social e afectivo da criança.
Além do entretenimento, os contos infantis fornecem à crianças pistas para a resolução dos seus problemas desenvolvimentais, sejam estes lidar com as mudanças de vida, lidar com o divórcio, enfrentar um amigo na escola, aprender a lutar pelo que se deseja, aprender aganhar autonomia, lutar pela maturidade,libertar as emoções recalcadas, etc.
Por outro lado, o leitor aprofunda conhecimentos ao nível das teorias da psicologia, sociologia e psicanálise. Conhecidas expressões como o Complexo de Édipo, o Inconsciente, Id, Ego, Superego, Integração,Autonomia, Principio do Prazer versus Principio da Realidade, entre outras, serão exploradas tendo sempre como ponto de reflexão principal um ou mais conto de fadas e o seu efeito na criança.
Nesta obra absorvente, o leitor irá contactar com histórias mundialmente conhecidas como Hansel and Gretel, A Menina do Capuchinho Vermelho, A Bela Adormecida, A Gata Borralheira, Branca de Neve, João e o Feijoeiro Gigante, A Bela e o Monstro, Barba Azul, entre muitasoutras. Além disso, receberá pistas importantes sobre a arte de contarhistórias, pois a verdadeira história infantil deve ser contada e não lida ou visualizadapela criança: desta forma, a imaginação e criatividade dos pequenos são elevadas ao máximo.
A leitura desta obra fará os adultos retornarem à infância, reviverem a felicidade do conto popular e reflectirem sobre a educação e evolução que desejam para as crianças de hoje, infelizmente, tão desligadas do fabuloso mundo do conto de fadas.


A Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla

Charles Peter Tilbery

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica, de caráter desmielinizante, que acomete o Sistema Nervoso Central (SNC). Ela acomete adultos jovens, entre os 20 e 50 anos, embora possa ocorrer em crianças e em indivíduos com faixa etária maiores, sendo mais freqüente em mulheres.Não é uma doença fatal e um grande numero de pacientes leva uma vida normal, porém seu caráter imprevisível e algumas vezes incapacitante interfere em diversos aspectos da vida do paciente. A EM tem características muito peculiares, que a diferencia das demais doenças neurológicas, como a disseminação no tempo e no espaço, isto é, diferentes sintomas podem aparecer simultaneamente em diferentes áreas do SNC e ocorrem diversas vezes ao longo do tempo. Os períodos onde há o aparecimento de novos sintomas ou piora já existente, chamamos de surtos, exacerbações ou ataques. Aqueles de estabilidade da doença, com sintomas residuais ou sem nenhuma manifestação neurológica são chamados de períodos de remissão ou estabilidade. Não é raro que as primeiras manifestações da doença não sejam reconhecidas. Isto ocorre, porque os sintomas que iniciam o quadro são muito variáveis e a forma de apresentação da doença não é constante, como será discutido mais adiante.Os fatores desencadeantes, como estresse emocional ou físico, processos infecciosos, perdas afetivas ou financeiras que muitas vezes antecedem os primeiros sintomas são freqüentemente confundidos com manifestações psíquicas, gerando confusão e dificuldades no diagnóstico. A incerteza frente ao diagnóstico é um fator que gera estresse, dúvidas e ansiedade, já que o intervalo médio entre aparecimento dos primeiros sintomas e sinais e o diagnóstico da doença é de aproximadamente quatro anos. Após o diagnóstico, o paciente se depara com a imprevisibilidade, que é uma das piores características da doença. Os períodos de piora dos sintomas e a evolução incerta, em associação às flutuações constantes, interferem de forma decisiva na vida destes pacientes.

E afinal, o que é Esclerose Múltipla?

O SNC consiste do cérebro, medula espinhal e nervos cranianos, como por exemplo, os nervos ópticos. Uma substância gordurosa e de aparência esbranquiçada chamada mielina, forma uma bainha que envolve e protege as fibras nervosas do SNC, tornando possível a rápida condução dos impulsos nervosos. Qualquer dano ou destruição a esta bainha interfere na transmissão do impulso nervoso, impedindo que as mensagens sejam enviadas da forma adequada. Devido ao aspecto da bainha de mielina, a EM é identificada como uma doença que acomete principalmente a substância branca.

Na EM a mielina é afetada em múltiplas regiões do SNC, ocorrendo inicialmente um processo inflamatório, que atrapalha a transmissão do impulso nervoso, causando os sintomas experimentados pelos portadores de EM. Estes sintomas podem desaparecer quando a inflamação é resolvida ou a bainha de mielina poderá ser afetada de forma definitiva, levando ao acumulo de um tecido cictricial enrijecido (esclerose). Estas regiões destruídas são chamadas de placas ou lesões, o que dá origem ao nome da doença – Esclerose Múltipla ou Esclerose em placas. Embora muitas destas lesões não causem sintomas visíveis, outras produzem os diversos sintomas observados na doença, interferindo nas funções ou sensações controladas na área especifica do SNC. Além disso, a interrupção dos estímulos nervosos podem interferir ou interromper a comunicação entre as diferentes partes do SNC, o que contribui para o aparecimento dos sintomas.

O que causa a Esclerose Múltipla?

A causa exata da EM é desconhecida, porém acredita-se que o dano à mielina seja resultante de uma resposta anormal do sistema imunológico do individuo, sendo considerada uma doença auto-imune. Em situação normal, o sistema imunológico é o responsável pela defesa do nosso corpo contra vírus, bactérias ou outras substâncias agressoras externas. Na EM o sistema imunológico não reconhece a mielina como sendo parte do corpo do individuo, e a ataca como se ela fosse um agente agressor. Embora os mecanismos imunológicos envolvidos no processo que leva a inflamação e eventualmente lesão da bainha de mielina sejam conhecidos, o que leva o sistema imunológico a ter este comportamento ainda é objeto de estudos. Aparentemente existem diversos fatores envolvidos no aparecimento da EM, como os fatores genéticos e ambientais, porém, as respostas não são definitivas.

É bem conhecida a interferência dos fatores genéticos para o aparecimento da EM, conforme demonstrado em inúmeros estudos. A composição étnica da população também é importante, sendo mais freqüente em indivíduos com ascendentes europeus, embora possa ocorrer em negros e asiáticos. Em outras etnias, como por exemplo, nos esquimós e índios maoris, a doença parece ser inexistente. Embora os estudos indiquem haver uma maior susceptibilidade individual, podemos afirmar que a EM não é transmitida dos pais para os filhos. Desta forma, pais com EM podem ter seus filhos normalmente. As mulheres devem sempre planejar a gravidez, sob orientação médica adequar os medicamentos que faz uso para este período da vida. Os aspectos genéticos da EM serão discutidos com maior detalhes em outro capítulo.

Dentre os fatores ambientais, além da distribuição geográfica – maior incidência nos paises do hemisfério norte – a exposição a vários agentes, sejam eles agentes infecciosos não específicos, alimentação, estresse físico ou psíquico, entre outros, também estão envolvidos no aparecimento da doença. Em alguns momentos e por motivos desconhecidos, a EM ocorre com mais freqüência em uma determinada região. Este fato ajuda os pesquisadores a compreenderem melhor a causa da EM, porém, até o momento, nenhum fator causal foi identificado e o significado disto ainda é desconhecido. Existe muita discussão sobre os fatores que contribuem para o aparecimento da doença ou para desencadear os períodos de surto ou exacerbação. Infelizmente, os dados não permitem conclusões definitivas, porém algumas causas tem sido discutidas:

Causa viral: Especula-se que o contato com alguns vírus pode ser base para o aparecimento da EM. Isto ocorre, pois é bem conhecido o fato que alguns vírus levam ao aparecimento de diversas doenças desmielinizantes em animais e seres humanos. Embora estudos epidemiológicos sugiram que o contato com agentes virais, como o do sarampo, rubéola e herpes, entre outros, possa estar envolvido no aparecimento da EM, não há ainda nenhum estudo que comprove a correlação entre vírus e a desmielinização observada na EM. A EM não é contagiosa e esta possível correlação com virose ou outras infecções afeta unicamente a pessoa com predisposição genética para EM.

Metais Pesados: Embora o envenenamento com metais pesados como o mercúrio, o manganês ou o chumbo cause danos ao SNC, levando a sintomas como tremor ou fraqueza, o tipo de lesão e a evolução da doença é completamente diferente da que observamos na EM. Embora seja referido por alguns, não há nada que comprove cientificamente que a amálgama colocada nas obturações dentárias seja uma das causa da EM.

Trauma: Os traumas como causa da EM ou fator desencadeante de surtos ou ataques tem sido objeto de controvérsias. Hoje é bem estabelecido que, o trauma não é um fator que colabore para o aparecimento da doença e não tem nenhuma relação com a presença de surtos, embora em função do acometimento neurológico os portadores de EM sofram mais traumas que a população em geral.

Alergias: Não existem evidencias que substancias que causem alergia em determinados indivíduos estejam envolvidos na causa da EM. Assim, não há base científica para tratamentos com substâncias antialérgicas na EM.

Vacinação: Embora seja um assunto muito controverso, até o momento não há base científica para que seja feita uma correlação entre vacinação e EM. Recentemente foi demonstrado que a vacinação para hepatite B não é fator desencadeante de EM nem causa exacerbação da mesma. Estudos demonstraram que a vacinação para hepatite B, sarampo, rubéola, tétano, influenza e varicela podem ser usados com segurança nos indivíduos com EM.

Dieta: Uma dieta balanceada é recomendável para todos os pacientes com doença crônicas, sendo indicada uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras, porém, não há nenhum indicativo que determinadas dietas levem ao aparecimento da EM ou piora dos seus sintomas.

Estresse: Embora existam muitos estudos que verifiquem a possibilidade de uma correlação entre estresse e EM, os resultados são controversos. Em muitas citações, os eventos estressantes, como separação, morte de um familiar, entre outros ocorreram muitos anos antes do aparecimento da EM e em outros, num período imediatamente anterior. Acredita-se que o estresse possa afetar o momento em que os surtos ou exacerbações ocorrem, sem alterar o curso da doença, porém não há conclusões definitivas sobre este tema. Concluindo, a predisposição genética somada a exposição aos fatores ambientais na infância e adolescência leva ao desenvolvimento de uma situação que predispõe ao aparecimento da EM. A semelhança entre os agentes aos quais o individuo esteve exposto anteriormente com aqueles presentes no ambiente na sua idade adulta, irá desencadear toda uma reação imunológica com ativação do processo de EM. No SNC, esta reação é responsável pela reação inflamatória que agride a bainha de mielina, ocasionando o aparecimento dos sintomas. Embora muitas dúvidas persistam quanto a causa da EM, atualmente temos um grande conhecimento sobre a imunologia da doença, o que permitiu um grande avanço no desenvolvimento de tratamentos específicos, que retardam a progressão da mesma. Vários estudos vem sendo realizados para esclarecer esta questão, e com certeza em algum tempo teremos respostas concretas que permitirão a introdução de mais avanços no tratamento da EM.

Obras consultadas:

Helmut j.Bauer & Dietmar Seidel. Esclerose Multiple. Manual Practico.Fundacion Esclerosis Multiple.Barcelona, Espanha, 1996.

Rosalind C.Kalb.Esclorese Múltipla. Perguntas e Respostas. ABEM – Associação Brasileira de Esclerose Múltipla. São Paulo, Brasil,2000.

Camilo Arrigada Rios & Jorge Nogales-Gaete. Esclerose Multiple.Uma Mirada Ibero-Panamericana. Arrynog Ediciones.Chile Santiago,2002.

Esclerose Multiple.Perguntas Y respuestas.Federacion Espanola para la lucha contra la Esclerosis Multiple.Madrid, Espanha.

Sites na internet para consulta:

ASSOCIAÇÃO DOS PORTADORES DE ESCLEROSE MÚLTIPLA DA BAIXADA SANTISTA

Programa PACO

A área da saúde que lida com a esclerose múltipla, tem como sua principal preocupação, proporcionar qualidade de vida para o paciente. Dentro deste espírito, a TEVA criou o Programa de Atendimento Continuado em esclerose múltipla, o Paco.

O Paco é um programa gratuito para ajudar pacientes portadores de esclerose múltipla , cuidadores, profissionais da área da saúde e as pessoas que estão envolvidas com o tratamento desta patologia fornecendo dicas e informações através de uma equipe de enfermagem. Além disso, todos os pacientes cadastrados no programa recebem materiais de apoio e visitas de enfermeiras em casa para algumas regiões, sem pagar nada por isso.

Materiais de Apoio:

Autoject - dispositivo facilitador da aplicação Guia de aplicação e DVD – material impresso e DVD com imagens que facilitam o aprendizado sobre a aplicação Bolsa térmica – para transportar a medicação Caixa coletora – descartar as seringas usadas InfoPACO – jornal informativo sobre saúde O paciente ou familiar que queira se inscrever no Paco poderá ligar para o telefone 0800-772-2660, de segunda a sexta, das 8 às 17h e será atendido por equipe de enfermagem

 

 

 

http://www.apembs.com/apoio/paco.html

PAP - PROGRAMA DE ATENDIMENTO A PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

PAP -  PROGRAMA DE ATENDIMENTO A PACIENTE COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

 

Através do PAP o paciente conta com:

  1. Equipe de farmacêuticas e psicólogas que podem sanar dúvidas que o auxiliam em seu dia a dia através de ligação gratuita. – Atendimento telefônico 0800

  2. *Equipe de enfermeiras as quais visitam os pacientes em sua residência, trazendo novidades e dicas sobre qualidade de vida. – Atendimento residencial

  3. Revista Mãos Dadas – publicação com entrevistas, lazer, novidades científicas, etc. Numa linguagem direcionada ao paciente, a revista Mãos Dadas traz sempre informações atuais, importantes para os pacientes que estão sempre em busca de informações

  4. Coleção Vivendo Melhor – publicação desenvolvida sempre por profissionais de saúde conhecedores da patologia, onde abordam aspectos da EM, como Alterações Urinárias, Sexualidade, Fadiga, etc.

  5. Kit PAP – um kit direcionado aos pacientes em uso de Rebif ® 44 ou 22mcg para auxílio durante o transporte e uso da medicação. Neste kit o paciente encontra:

  • Bolsa Térmica

  • Gelo Reciclável

  • Auto-aplicador

  • DVD

  • Diário de Tratamento

  • Sachets para limpeza do local de aplicação

  • *Consulte regiões de atendimento

Formas de acesso: 0800 11 3320
E-mail: pap@serono.com
Site: www.rebif.com.br

Café Filosófico: Dizer não ao consumo predatório – é possível? – Ricardo Guimarães

Café Filosófico: Dizer não ao consumo predatório – é possível? – Ricardo Guimarães


Jornada Cultural



A palestra vai abordar diferentes aspectos do desejo de consumir vis a vis os valores éticos que as pessoas professam – e também o esforço que as empresas fazem – aquelas que têm programas consistentes de sustentabilidade – para se relacionar com os consumidores de modo diferente.http://www.cpflcultura.com.br/2009/12/01/integra-dizer-nao-ao-consumo-predatorio-e-possivel-ricardo-guimaraes/

Esclerose Múltipla

Ética x Indiferença













Palestra: ARTETERAPIA E PSICO-ONCOLOGIA PEDIÁTRICA

Fobia Moderna:Jovens falam sobre medo de ficar sem celular

Jovens falam sobre medo de ficar sem celular

Nomofobia afeta 66% da população mundial, segundo pesquisa



O advogado Marco Aurélio Asseff (à direita) com seus amigos no Leblon: "Hoje, todo mundo é viciado"
Foto: Domingos Peixoto / O Globo
O advogado Marco Aurélio Asseff (à direita) com seus amigos no Leblon: "Hoje, todo mundo é viciado" Domingos Peixoto / O Globo

RIO - A cena é comum em mesas de bar, no ônibus e até dentro das salas de aula: as pessoas não conseguem ficar três minutos sem olhar para seus telefones celulares. Trata-se de uma realidade carioca que reforça uma estatística mundial. De acordo com uma pesquisa divulgada mês passado pela empresa britânica SecurEnvoy, especializada em serviços de segurança móvel, 66% da população do planeta já "sofre" de uma tal nomofobia. Vem a ser o medo, quase pânico, que uma pessoa tem de ficar sem o celular.
A publicitária Taís Reis, de 27 anos, não esconde o apego pelo aparelho. No último carnaval, durante o desfile da Orquestra Voadora, no Aterro do Flamengo, a moça abriu a bolsa e viu que seu smartphone havia sido furtado. Ela chorou por 30 minutos e passou uma hora procurando o telefone no chão. Ficou tão desolada que seus amigos decidiram fazer uma vaquinha para comprar outro.
— Meus amigos vivem reclamando que, quando saio com eles, não desgrudo do telefone. Eles até brincam dizendo que eu sempre entro "no modo celular". Mas fiquei tão triste quando perdi o smartphone que eles resolveram alimentar meu vício — contou.
Entre os jovens de até 25 anos, 77% têm nomofobia
Segundo a pesquisa da Inglaterra, que ouviu mil pessoas, 77% dos jovens de até 25 anos têm nomofobia. Mas o "vício" no aparelhinho não é um comportamento exclusivo dos nerds. Hoje, qualquer dono de smartphone passa o dia todo checando e-mails, mensagens, suas redes sociais e as notícias do mundo.
É um hábito tão corriqueiro que já existe uma brincadeira, criada nos EUA e disseminada pelo Facebook, para desafiar as pessoas que não conseguem se desplugar. É o phone stacking: numa mesa de bar, todos empilham seus celulares no centro e continuam papeando. O primeiro que não resistir e checar seu aparelho paga a conta.
Basta um giro pelo Baixo Leblon à noite para se perceber que, nos estabelecimentos, pouca gente passa mais de cinco minutos sem dar atenção ao seu "amigo de bolso". Na última quarta-feira, no bar Itahy, as amigas Dayanne Azevedo, de 26 anos, e Sheila Eustáquio, de 27, não afastavam olhos e dedos de seus telefones. Quem não estava trocando mensagens ou tirando fotos, estava postando as imagens em redes sociais.
— É assim o tempo todo: em casa, no trabalho ou no supermercado — delatou logo o amigo Murilo Tavares.
Dayanne, porém, não se irrita com a fama de "viciada".
— Não consigo largar. Meu celular avisa toda vez que recebo um e-mail ou recado no Facebook. E eu sempre quero ver qual é a novidade — reconheceu a advogada.
A amiga Sheila nunca brincou de phone stacking, mas nem pretende se arriscar:
— Eu teria que pagar a conta sempre. Prefiro isso a ficar horas desconectada!
O "sofrimento" de não usar o celular durante a aula
Entre um gole e outro de chope no bar Jobi, numa mesa com os amigos, o advogado Marco Aurélio Asseff também ficava ligado no telefone.
— Estava desmarcando a aula de amanhã com o personal trainer — contou ele, que não se separa do aparelho. — O smartphone facilita muito quando precisamos resolver assuntos de trabalho. Mas até meu filho de 6 anos usa, para brincar com jogos. Utilizo muito e, se esqueço em casa, sinto como se estivesse sem uma parte do corpo. Hoje, todo mundo é viciado.
A estudante de direito Hanna Giglio, de 18 anos, sente na pele, duas vezes por semana, essa ansiedade tão típica de uma era dominada pelas tecnologias de telecomunicação. Na sala de aula onde a universitária faz seu curso de espanhol, o telefone fica sem sinal, e a internet 3G também não funciona. Ela não tem outra saída a não ser passar uma hora e 40 minutos desconectada.
— O mais difícil para mim é não poder fazer pesquisas rápidas quando sinto vontade ou preciso. Na faculdade, se o professor fala sobre um livro, já pego o celular para saber quem é o autor ou qual o preço. Sou a pesquisadora oficial da turma. Mas, no espanhol, sofro por não poder conferir o significado de uma palavra desconhecida, por exemplo — comenta Hanna.
Leia mais sobre esse assunto em

Livro "Mau Gênio do Cérebro"



190 Páginas
14 x 21
ISBN: 85-771-901-53
Mau gênio do cérebro
Autor: Wilson Luiz Sanvito

Wilson Sanvito selecionou casos de diversas doenças cerebrais que acompanhou durante a sua carreira como médico, e descreveu, exemplificou os sintomas e as seqüelas destas doenças na vida social dos seus portadores. Com este trabalho o autor apresenta para o público geral as doenças neurológicas que os humanos podem sofrer e como elas podem ser diagnosticadas e cuidadas. A Doença de Huntington, Enxaqueca, Acidente vascular cerebral do tipo isquêmico (AVC) e o Mal de Alzheimer são algumas das doenças apresentadas no livro. Cada capítulo inicia com um caso real, e segue com o desenrolar deste caso e as variações sobre ele. O autor utiliza da ficção e de citações de outros autores para clarear as explicações sobre as doenças apresentadas. Lewis Carroll, Oliver Sacks e Monteiro Lobato são alguns dos autores que tiveram suas obras citadas no livro O mau gênio do cérebro. Wilson Luiz Sanvito é professor titular de neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná. Começou o seu treinamento em Clínica Neurológica no Serviço de Neurologia do Hospital das Clínicas de São Paulo e complementou a sua formação de especialista na França, onde estagiou durante os anos de 1965 e 1966 no Hospital da Salpétrière e obteve o título de “Assistant Étranger" da Faculdade de Medicina de Paris. É autor de mais de uma centena de trabalhos científicos, publicados em revistas nacionais e estrangeiras, e já publicou sete livros na área de neurociências e vários livros de crônicas.

Livro O homem (Im) Perfeito

O homem (Im) Perfeito 

WILSON LUIZ SANVITO 

 Editora Atheneu


O homem é muito mais frágil do que ele mesmo imagina. Frágil do ponto de vista biológico, frágil do ponto de vista emocional e, nem sempre, um gigante do ponto de vista intelectual. O que caracteriza o homem são os seus erros/acertos, certezas/incertezas, coerência/contradições... Enfim, este ser singular é dotado de virtudes e defeitos próprios da espécie. Algumas utopias ( o melhor é chamá-las de antiutopias ou distopias ) têm como objetivo a construção do homem perfeito uma espécie de ser com comportamento previsíveis. A maior riqueza da espécie humana repousa, fundamentalmente, no seu comportamento imprevisível.''

Bullying e suicídio Especialistas comentam os riscos ao desenvolvimento e até mesmo à vida que os adolescentes estão sujeitos

Bullying e suicídio


Especialistas comentam os riscos ao desenvolvimento e até mesmo à vida que os adolescentes estão sujeitos



Na última quarta-feira (21), ocorreu a palestra "Adolescência em risco: bullying e suicídio", promovida pela Escola Superior de Saúde, fundada pela parceria entre a Universidade do Vale do Rio dos Sinos e o Sistema de Saúde Mãe de Deus. O evento contou com a presença de especialistas no campo da saúde mental e do desenvolvimento humano.

O médico psiquiatra Dr. Ricardo Nogueira, do Sistema de Saúde Mãe de Deus, comentou que o Rio Grande do Sul é o estado que apresenta a maior prevalência e incidência de suicídio no Brasil. Os índices de tentativa de suicídio são alarmantes no Estado, “somente no RS, mais de 20 mil tentativas de suicídio por ano são registradas”, conforme destacou Nogueira. No que diz respeito aos adolescentes, o especialista abordou ainda as especificidades que o profissional deve atentar quando da investigação da ideação suicida.

Já a psicóloga e pesquisadora Drª Carolina Saraiva de Macedo Lisboa, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Unisinos, ressaltou que o bullying é um problema frequente no âmbito escolar. Ela esclareceu sobre o conceito da palavra bullying, que é um comportamento violento e sistemático que acontece entre pares, que tem como objetivo causar sofrimento a outra pessoa em uma relação desigual de poder. Lisboa destacou ainda que o bullying associa-se a problemas diversos, como sintomas de depressão, ansiedade e impacta na autoestima tanto das vítimas como dos agressores. “Em casos extremos, vivenciar uma situação de bullying pode apresentar um desfecho trágico, como os suicídios e homicídios”, lembrou.

Dr. Ricardo Nogueira Drª Carolina Lisboa

Sobre o Sistema de Saúde Mãe de Deus - O Sistema de Saúde Mãe de Deus apresenta como missão: “garantir soluções completas e integradas em saúde, com desenvolvimento científico, tecnológico e humano”. Aliando tecnologia de ponta a um corpo clínico altamente qualificado, abarca uma ampla rede de hospitais e serviços de saúde. O investimento contínuo em equipamentos e na estrutura física, atendimento de qualidade e gestão com responsabilidade social demonstram o compromisso com a comunidade. Para mais informações, acesse o site do Sistema de Saúde Mãe de Deus: http://www.maededeus.com.br



Autor: Redação
Fonte: SIS.Saúde

Análise Comportamental com João Oliveira




Psicólogo Clínico, Mestre em Cognição e Linguagem pela UENF-RJ, Publicitário, Hipnólogo, Professor Universitário.

Psicológica TV - Programa Dois Pontos -  http://www.psicologica.tv/

Filme "Tão Forte e Tão Perto"

Tão Forte e Tão Perto
 
133830460 18092343 Tão Forte e Tão Perto

OSKAR SHELL (THOMAS HORN) NÃO É UMA CRIANÇA COMUM – e não é porque ele foi testado para Síndrome de Asperger (com resultados inconclusivos). O que o diferencia de tantas outras crianças é que, do alto de sua pouca idade, Oskar já passou pelo inimaginável: perdeu o pai, Thomas (Tom Hanks), no ataque terrorista às torres gêmeas, em 11 de setembro de 2001.

Tão Forte e Tão Perto, o quarto longa de Stephen Daldry, trata do luto de Oskar, uma criança que tenta encontrar sentido na maldade dos adultos. Um ano após a morte do pai, ele decide se aventurar por seu temido armário e descobre uma chave e um recorte de jornal com as palavras “nunca pare de procurar” grifadas. O garoto vê na ocasião uma oportunidade de manter o pai vivo em sua memória através de mais uma missão de reconhecimento – a última.

extremely loud and incredibly close movie Tão Forte e Tão Perto

O ponto de partida para encontrar a fechadura que a chave abrirá é a única inscrição no envelope: o nome Black. Apesar de todas as suas fobias e da falta de habilidades sociais, Oskar parte em busca do último enigma deixado por seu pai, a quem idolatrava. Antes da morte prematura, Thomas, um joalheiro que queria ter sido cientista, incutiu no filho o gosto por mistérios e buscas enigmáticas – entre elas, a procura pela fictícia sexta região de Manhattan.

Obstinado, ele bate em 216 portas dos 472 Blacks que encontrou na lista telefônica. É difícil prever onde, a que ou quem a busca o levará, e é isso que prende o espectador por mais de duas horas de filme. Neste processo, a busca abre portas que Oskar não poderia prever: novas amizades e um pedaço perdido dele mesmo e do próprio pai. Muito disso também se deve à competência de Thomas Horn, que não hesita em colocar para fora todas as emoções conflitantes que envolvem o personagem. Em meio aos veteranos – o elenco coadjuvante inclui Sandra Bullock, Viola Davis, Jeffrey Wright e John Goodman -, o estreante não parece se deixar intimidar pelo time premiado.

Extremely Loud Close Tão Forte e Tão Perto

O resultado é um retrato sensível do que é ser confrontado pela morte repentina de um ente querido pela primeira vez – uma experiência que tem tudo para ser brutal. Para quem se prendeu ao Stephen Daldry de As Horas pode se surpreender. Tão Forte e Tão Perto está mais para Billy Elliott. No mundo daldryiano, é mais uma criança desajustada em um universo de adultos tão perdidos quanto os pequenos.

Simples, bonita e emocionante, esta foi uma bela adição à nova safra de filmes pós- 11/9 e só decepcionará àqueles que esperam uma incursão um pouco menos comercial e mais existencialista do diretor que ficou famoso por trazer à tona dramas femininos. Mais de dez anos após a tragédia, ainda é possível encontrar belas histórias em seus escombros.



Síndrome de Asperger




Hans Asperger (pronuncia-se ásperguer) nasceu em 18 de Fevereiro de 1906 em uma fazenda nos arredores de Viena. Ele era o mais velho de dois irmãos. Ainda muito novo, mostrou talentos especiais com a linguagem e, nos primeiros anos de escola, era conhecido por recitar o poeta austríaco Franz Grillparzer.
 
Tinha dificuldade em fazer amigos e era considerado "distante" mas, na juventude, nos anos 1920, formou amizades que duraram por toda a sua vida. Formou-se em Medicina em 1931 e assumiu a direção da estação ludo-pedagógica na clínica infantil da universidade em Viena, em 1932. Casou-se em 1935 e teve cinco filhos. Desde 1934 esteve envolvido com a clínica psiquiátrica, em Leipzig.

Asperger publicou a primeira definição da síndrome, em 1944, em um artigo sob o título "psicopatia autista, uma desordem de personalidade. Ele identificou um padrão de comportamento e habilidades peculiares, principalmente em meninos. O padrão incluía: "falta de empatia, capacidade reduzida para relacionamentos sociais e conversas, comportamento solitário, profunda ligação com interesses especiais e movimentos desajeitados."

 
Asperger chamou os seus pacientes de “pequenos professores" em virtude do vasto conhecimento em assuntos de seu interesse.

Fonte: Mundo Asperger (http://www.mundoasperger.com.br/)





Paralela à Rio+20, Cúpula dos Povos vai debater causas estruturais da crise ambiental

Paralela à Rio+20, Cúpula dos Povos vai debater causas estruturais da crise ambiental









Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil.



Causas estruturais da crise ambiental, falsas soluções, a economia verde e as propostas vindas dos povos do mundo inteiro constituem os principais debates da Cúpula dos Povos, que ocorrerá no Rio de Janeiro, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.



Atividades autogestionadas, isto é, livres, marcarão os dias 15 e 16 de junho, precedendo a marcha que abrirá oficialmente, no dia 17, os trabalhos da Cúpula dos Povos.



Nos dias 18 e 19 de manhã, continuarão sendo realizadas atividades autogestionadas. À tarde, o Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20 vai realizar a Assembleia Permanente dos Povos, onde serão discutidos temas como as causas estruturais da crise ambiental e ecológica e as soluções indicadas pelas Nações Unidas (ONU) para resolver o problema, entre elas a economia verde.



O diretor da Associação Brasileira das Organizações Não Governamentais (Abong), Ivo Lesbaupin, disse que tanto a economia verde quanto os créditos de carbono são soluções que “não mexem no fundamental”. Ou seja, não alteram o modelo de produção e de consumo atual. Para ele, o programa da ONU sobre economia verde inclui uma série de propostas interessantes, mas que não mexem no essencial. A Abong faz parte do grupo de articulação do Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20.



Um exemplo são os combustíveis fósseis na matriz energética. Outro é a questão da mudança do modelo produtivo e consumista, “a causa principal da destruição da natureza”. De acordo com Lesbaupin, a ONU considera que existe um desperdício de certos serviços ambientais que a natureza presta pelo fato de eles não terem preço. A Abong discorda e diz que esse é um caminho para a mercantilização e consequente privatização desses serviços.



As ONGs prometem apresentar na assembleia projetos para resolver os problemas na área ecológica. “A ideia é fazer a proposta de uma nova forma de organização econômica, de produção, e continuar vivendo em uma relação harmoniosa com os bens naturais”.



Serão apresentadas experiências práticas de todo o mundo. Entre elas, o diretor da Abong destacou a economia solidária. Outras são a agroecologia e a produção de alimentos orgânicos, que vêm sendo feitas no Brasil e em outros países sem o uso de agrotóxicos, que mostram que “é produtiva essa atividade, atende às necessidades das populações do entorno e garante alimentos saudáveis”.



A Assembleia Permanente dos Povos voltará a ocorrer no dia 21 de junho, quando será definida uma programação de lutas e atividades que deverão ter continuidade após a Cúpula dos Povos.



O dia 20 será o de Mobilização Global. Nessa data, estão previstas manifestações no Rio de Janeiro e em várias cidades do mundo em torno de projetos que ataquem as causas estruturais da crise, combatam a mercantilização da natureza e defendam os bens comuns.



Lesbaupin insistiu que os povos querem uma mudança radical nos modelos de produção e de consumo. “Não se pode mais produzir ilimitadamente, que é a perspectiva atual, porque alguns desses bens não são renováveis e são finitos, como o petróleo”. Ele lembrou também o caso da água doce, cuja utilização vem sendo feita em quantidade excessiva, impedindo a capacidade de regeneração desse bem. O diretor disse que o Brasil, que detém 13,7% da água doce do mundo, parece não se preocupar muito com o problema.



Outra questão é que 70% da água doce estão sendo usados para a irrigação. Segundo o diretor da Abong, é preciso rever o modelo e escolher técnicas de irrigação relacionadas às necessidades das populações, para poupar esse bem.



A Cúpula dos Povos será encerrada um dia após a conferência oficial Rio+20, que se estenderá de 20 a 22 de junho. No dia 23, a cúpula pretende apresentar uma declaração final, com propostas consensuais no que se refere às soluções, “a partir de uma construção coletiva que está sendo feita”.



Edição: Graça Adjuto
Fonte: Blog da Marina Silva



Filme "O Artista"




"O Artista", que se passa na Hollywood dos anos 20, conta a história de George Valetin (Jean Dujardin), um astro do cinema mudo que se recusa a participar de produções faladas. Ele acaba se apaixonando por Peppy Miller (Bérénice Bejo), nova musa do cinema falado.

Nenhum filme francês recebeu tantas indicações nem concorreu a uma estatueta de melhor filme desde a criação do Oscar.



Filme "A Separação"




Após se divorciar da esposa Simin (Leila Hatami), Nader (Peyman Moaadi) é obrigado a contratar uma jovem para tomar conta de seu pai idoso que sofre de Alzheimer em estágio avançado. Porém a diarista está grávida, e trabalhando sem o consentimento de seu marido, condições que junto a um terrível incidente, levará as duas famílias a um julgamento de cunho moral e religioso.

Pai ofendido no Facebook atira no notebook da filha





É preocupante o número de pessoas que decidem ter filhos, mas que se mostram despreparados para educar. Educar é preparar filhos para o convívio social civilizado levando em consideração o respeito as figuras de autoridade e ao estabelecimento de que a capacidade de questionar deve ser levada a cabo dentro de um ambiente de respeito e tolerância e infelizmente este pai não demonstra tal capacidade. Ele acaba de ensinar a sua filha como reagir quando estiver frustrada, decepcionada. Aliás, ela já reage da mesma forma. Não há comunicação entre eles. Precisam se valer da internet para expressar seus sentimentos, pois já não conseguem mais se sentar, olhar nos olhos e falar de si. Lamento profundamente. Este vídeo serve para ser usado por profissionais da educação e psicólogos para pensarmos sobre o despreparo de homens e mulheres no século presente  com relação a educação de crianças.

Rgina Lopes

E assim vai caminhando nossa pseudodemocracia.

E assim vai caminhando nossa pseudodemocracia

Gramna, para quem não sabe, é um jornaleco controlado pela ditadura do Partido Comunista Cubano, que só fala bem do governo, mentindo descontroladamente.


Ultimamente, tenho visto que a Rede Globo tem cessado qualquer ataque ao governo e ao PT, e começou a virar uma espécie de Gramna brasileiro, inclusive sujeitando-se àquelas constrangedoras matérias onde o Brasil é uma nova e ascendente potencia em meio à crise econômica mundial, todos estão felizes e há emprego sobrando para todo mundo.
Resolvi fazer uma pequena pesquisa e não foi difícil descobrir o motivo. Os próprios blogs esquerdistas se entregam...
O todo poderoso do jornalismo da Rede Globo, até pouco tempo atrás, era o Ali Kamel que tinha seus defeitos, mas não gostava de cotas, populismo, bolsa esmola e, principalmente, de ladrão, logo não gostava do PT.

Dilma "Estela-Luiza-Patricia-Wanda" Rousseff, no melhor estilo Hugo Chaves, chamou a Rede Globo e lembrou que está chegando à época de renovação de concessão e que o Ali Kamel estava incomodando, pois se continuasse a cair ministros corruptos logo não teria mais ninguém em Brasília e mandou colocar um "cumpanhêro" no lugar dele, um esquerdista. O nome era Amauri Soares, um grande entusiasta dos petralhas.   
 Isso foi feito, Amauri Soares, como todo bom esquerdista, já entrou colocando mamata para a família, no caso a mulher dele, a Patrícia Poeta, que entrou via peixada no Jornal Nacional. Veja que foto meiga, no meio o possível futuro novo ancora do JN.

Isso explica a atual cara de  William Bonner que viu sua mulher ser obrigada a ter uma crise de "cansaço" e "pedir" para sair e buscar outros ares na tenebrosa manhã da Rede Globo, junto com programas do naipe de Ana Maria Braga. Não podemos nos espantar se daqui a pouco o Bonner sair e entrar algum outro “cumpanhêro” do partido ou algum outro parente do Amauri Soares.

Já que o PT não conseguiu enfiar goela abaixo o controle da mídia, tentado várias vezes por Lula, resolveu enquadrar a maior emissora e formadora de opinião do país na cartilha do partidão.

E assim vai caminhando nossa pseudodemocracia.
Os petralhas já compraram a UNE, os sindicatos, a OAB, bancaram a maravilhosa e imparcial "Carta Capital" e agora a Rede Globo caiu de quatro. Estamos caminhando a passos largos para virarmos uma Venezuela!

PS: O povão é tão débil que ao invés de se revoltar com os escândalos dos ministros, que só caíram, apenas e tão somente, devido a denúncias das poucas trincheiras anti-PT, como a Veja e a Folha de São Paulo, acreditam que isso se deve ao espírito disciplinador e justiceiro da digníssima "presidenta" que é tão honesta que falsificou o próprio currículo lattes, inventando "apenas" um mestrado e um doutorado e, depois que a casa caiu, disse que fora um "pequeno erro". Ou seja, não existe mais falsidade ideológica, é tudo apenas um pequeno engano. Na próxima reforma do CPB é capaz de cair o artigo 299.

Fonte: Você no Estadão (Estadão.com.br)

Jejum pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas

Jejum pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas


Jejuar um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como mal de Parkinson ou de Alzheimer, segundo um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos.




"Reduzir o consumo de calorias poderia ajudar o cérebro, mas fazer isso simplesmente diminuindo o consumo de alimentos pode não ser a melhor maneira de ativar esta proteção. É provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que você ingere praticamente nada, com períodos em que você come o quanto quiser", disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver.



Notícias relacionadasCientistas desenvolvem técnica para ‘ler’ pensamentos Cabecear com frequência no futebol pode prejudicar cérebro, diz estudoConheça quatro mitos sobre o funcionamento do cérebro humanoTópicos relacionadosSaúdeSegundo ele, seria suficiente reduzir o consumo diário para 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá, duas vezes por semana, para sentir os benefícios.



O National Institute of Ageing baseou suas conclusões em um estudo com ratos de laboratório, no qual alguns animais receberam um mínimo de calorias em dias alternados.



Estes ratos viveram duas vezes mais que os animais que se alimentaram normalmente.



InsulinaMattson afirma que os ratos que comiam em dias alternados ficaram mais sensíveis à insulina - o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue - e precisavam produzir uma quantidade menor da substância.



Altos níveis de insulina são normalmente associados a uma diminuição da função cerebral e a um maior risco de diabetes.



Além disso, segundo o cientista, o jejum teria feito com que os animais apresentassem um maior desenvolvimento de novas células cerebrais e se mostrassem mais resistentes ao stress, além de ter protegido os ratos dos equivalentes a doenças como mal de Parkinson e Alzheimer.



Segundo Mattson, a teoria também teria sido comprovada por estudos com humanos que praticam o jejum, mostrando inclusive benefícios contra a asma.



"A restrição energética na dieta aumenta o tempo de vida e protege o cérebro e o sistema cardiovascular contra doenças relacionadas à idade", disse Mattson.

A equipe de pesquisadores pretende agora estudar o impacto do jejum no cérebro usando ressonância magnética e outras técnicas.


Fonte: BBC Brasil




Vem aí: Rio + 20 Fique de olho!


A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. A Rio+20 é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

A proposta brasileira de sediar a Rio+20 foi aprovada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas, em sua 64ª Sessão, em 2009.

O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.
 
A Conferência terá dois temas principais:

A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e

A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

A Rio+20 será composta por três momentos. Nos primeiros dias, de 13 a 15 de junho, está prevista a III Reunião do Comitê Preparatório, no qual se reunirão representantes governamentais para negociações dos documentos a serem adotados na Conferência. Em seguida, entre 16 e 19 de junho, serão programados eventos com a sociedade civil. De 20 a 22 de junho, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Conferência, para o qual é esperada a presença de diversos Chefes de Estado e de Governo dos países-membros das Nações Unidas.

 
Os preparativos para a Conferência

A Resolução 64/236 da Assembleia-Geral das Nações Unidas determinou a realização da Conferência, seu objetivo e seus temas, além de estabelecer a programação das reuniões do Comitê Preparatório (conhecidas como “PrepComs”). O Comitê vem realizando sessões anuais desde 2010, além de “reuniões intersessionais”, importantes para dar encaminhamento às negociações.
 

Além das “PrepComs”, diversos países têm realizado “encontros informais” para ampliar as oportunidades de discussão dos temas da Rio+20.

O processo preparatório é conduzido pelo Subsecretário-Geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais e Secretário-Geral da Conferência, Embaixador Sha Zukang, da China. O Secretariado da Conferência conta ainda com dois Coordenadores-Executivos, a Senhora Elizabeth Thompson, ex-Ministra de Energia e Meio Ambiente de Barbados, e o Senhor Brice Lalonde, ex-Ministro do Meio Ambiente da França. Os preparativos são complementados pela Mesa Diretora da Rio+20, que se reúne com regularidade em Nova York e decide sobre questões relativas à organização do evento. Fazem parte da Mesa Diretora representantes dos cinco grupos regionais da ONU, com a co-presidência do Embaixador Kim Sook, da Coréia do Sul, e do Embaixador John Ashe, de Antígua e Barbuda. O Brasil, na qualidade de país-sede da Conferência, também está representado na Mesa Diretora.



Os Estados-membros, representantes da sociedade civil e organizações internacionais tiveram até o dia 1º de novembro para enviar ao Secretariado da Conferência propostas por escrito. A partir dessas contribuições, o Secretariado preparará um texto-base para a Rio+20, chamado “zero draft” (“minuta zero” em inglês), o qual será negociado em reuniões ao longo do primeiro semestre de 2012.



Baixe aqui a apresentação em slides com o histórico da Rio+20 - ("Como chegamos até aqui")

Livro "Perdi um jeito de sorrir que eu tinha: Violência, assédio moral e servidão voluntária no trabalho"



Sinopse


Um livro que aborda de maneira sensível e surpreendentemente poética um tema complexo e geralmente envolto em silêncio: as relações perversas que se estabelecem no ambiente de trabalho, cada dia mais frequentes na sociedade pós-moderna.

Através de uma bela pesquisa empírica, o autor colhe depoimentos corajosos e fundamentais para o estudo desse novo “mal” contemporâneo, aliando a isso grande consistência teórica. É para o encontro entre ciência e poesia que o leitor é convidado ao abrir as primeiras páginas deste livro que certamente passará a ser referência no tema da psicodinâmica do trabalho.





Programa A Liga fala sobre Saúde Mental

A Liga falou de saúde mental sem esquecer os direitos humanos e com foco direcionado à reabilitação pela convivência. A repórter-apresentadora do programa, Rosanne Mullholland, conviveu com pacientes do Hospital Bezerra de Menezes, localizado em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. A reportagem mostrou de forma clara e respeitosa um hospital psiquiátrico moderno, mas que não trata eficazmente. A conselheira Elisa Zaneratto Rosa, do Conselho Federal de Psicologia, foi entrevistada no programa.











Para o físico Hawking, mulheres são maior mistério do universo

LONDRES (Reuters) - O maior mistério do universo a deixar perplexo um dos cientistas mais conhecidos do mundo é: a mulher.
Quando a revista New Scientist perguntou a Stephen Hawking, autor de "Uma Breve História do Tempo", o que ele achava, o professor da Universidade de Cambridge, conhecido por desvendar algumas das questões mais complexas na física moderna, respondeu: "as mulheres. Elas são um mistério completo".

Hawking, que apenas recentemente se aposentou do cargo que já foi ocupado por Isaac Newton, falou com a revista no período que antecedeu as celebrações de seu 70º aniversário sobre seu maior erro científico e o que esperava para a ciência moderna.

Hawking fará 70 anos no domingo, e o aniversário será comemorado com um simpósio público intitulado "O Estado do Universo" no Centro para a Cosmologia Teórica de Cambridge.

Hawking lidera uma lista de oradores que incluem o astrônomo britânico Martin Rees, o Nobel de Física Saul Perlmutter e Kip Thorne, um dos físicos teóricos mais conhecidos do mundo.

(Reportagem de Paul Casciato)